Beijei o teu lábio com verdade,
Você beijou só uma boca, por vaidade.
Não sei dizer,
Ou talvez saiba bem o porquê.
Acolhi o teu corpo como se eu fosse um ninho,
Mas, como em todo ninho, você era passarinho.
Não sei para onde os teus acordes queriam ir,
Mas sei que em mim eles decidiram residir.
No teu calor, o meu mundo expandiu,
Permiti-me ser, e você também se permitiu.
Tinha o teu retrato que o fogo consome,
Tinha o teu colo, onde a minha simbiose ganha nome.
Éramos dois, em um laço invulgar,
Dois que não queriam ser par, porque o amor é ímpar.
Você era um navio sem rumo, um leme sem direção,
E eu era o mar, aceitando a tua imensidão.
Sta. Rochaaa