Dois meses de saudade
Manhã, tarde e noite
É constante ansiedade
E um doloroso açoite
“Então papá, como é que está?”
Era a Bonança na tempestade.
O telefone que não mais tocará
Rompia a solidão com docilidade
Permanecem memórias
Do teu amor ao abraçar
das tuas vitórias
E do teu gargalhar
A luz do teu olhar
jamais s’apagará
e tal como creio e anseio
minh’alma aí
sempre estará
Não sou poeta mas, quem sabe, um dia escreverei
um texto que (pela persistência e sorte) possa ser lido como poema