Poemas : 

Bonança

 
Dois meses de saudade
Manhã, tarde e noite
É constante ansiedade
E um doloroso açoite

“Então papá, como é que está?”
Era a Bonança na tempestade.
O telefone que não mais tocará
Rompia a solidão com docilidade

Permanecem memórias
Do teu amor ao abraçar
das tuas vitórias
E do teu gargalhar

A luz do teu olhar
jamais s’apagará
e tal como creio e anseio
minh’alma aí
sempre estará


Não sou poeta mas, quem sabe, um dia escreverei
um texto que (pela persistência e sorte) possa ser lido como poema


 
Autor
Manufernandes
 
Texto
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