Ana é pedra na retina.
Pedrisco árido de ausência,
por detrás, relâmpago em fósforo,
querubim de pedra, fissura.
Lavro Ana nos sonhos de lâmina.
Tua voz desloca-me os sismos.
Muro de ar que à luz inclina,
olho fixo no osso dos sinos.
A música grave e de corte,
pedra na qual Ana trafega,
desfaz na manhã este corpo:
Ana é o clarão que cega.
(Versão inicial, trabalho em andamento)