Jean Lucca ri encantado
do nome que é espelho
— é quase o meu.
A mesma luz etimológica
paira sobre o céu
dos nossos destinos.
E repete a descoberta:
Je-an… Lu-cca…
Tio… Lu-cas…
Encontra graça
na coincidência.
— É igual! — diz
com a Sabedoria
de quem ainda guarda
o segredo da alegria.
— Não, quase.
Você é você.
Eu sou eu,
mas no nome
carregamos
uma forma
de nos iluminar.
É um pequeno reflexo
nas águas do tempo,
reflete a identidade
contida no nome,
renova o brilho
de cada momento.
Seu nome é o meu
trocado em miúdos.
E eu, Lucas,
vejo nele
o que meu nome
sempre carregou
e eu não soube:
que toda luz
é herança,
e toda esperança
é um rio
vindo dos olhos
de uma criança.