O poema se dá na lógica do afeto: as imagens, os sons e os ritmos não descrevem fatos ou coisas por si, mas os organizam em relações de proporção até que um estado interno se torne sensível. Cada palavra deve vibrar com a tensão dessa proporção — não expressá-la diretamente —, criando no leitor uma ressonância que corresponde, sem repetir, à experiência de onde o poema nasceu.