órfã da polpa dos teus dedos assim jaz a pele nos contornos de mim que saudade das vezes em que desceste nas minhas mãos com beijos com nós de dedos apertados carícias escondidas em que me ofereceste o teu paladar ausente de beijos o sentir do teu corpo pudico de nudez que saudade ainda de todas as vezes em que foste meu sem posse ou entrega em que a intimidade voava secreta desafiando os olhares do mundo