Nos cômodos do seu corpo.
O cúmplice
A última porta
Fechada.
Nas janelas
Desilusão.
Água nos vidros
E no chão.
Os arrependidos.
Que de coitados
E já deitados.
Criou-se em farsa
E maculada.
Esquecidos
Em toda sala.
A dor
Inquieta.
Despiu
Discreta.
Na varanda
E na promessa.
Afim do crer
No fim da rua
Na última casa
Você sinua.
No arco
O quarto.
Âmbito à sua
Já não mais nua.
Seu tronco é lua
E labirinto.
De morar o amor
E de morrer sozinho…
Rodrigo Mortari
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