Poemas : 

através

 
(...)
Ave ou demonio que negrejas!
«Propheta, ou o que quer que sejas!
«Cessa, ai, cessa! clamei, levantando-me, cessa!
«Regressa ao temporal, regressa
«Á tua noite, deixa-me commigo.
«Vae-te, não fique no meu casto abrigo
«Pluma que lembre essa mentira tua.
«Tira-me ao peito essas fataes
«Garras que abrindo vão a minha dor já crua.»
E o corvo disse: «Nunca mais.»



O corvo
(Edgar Allan Poe)








Se possível, entardecer o coração
Em paredes de tintas de devoção
Sem janelas ou lugares pra se ver
Um absurdo de tentar e pertencer

E eram simples folhas dispersas
Delegadas à virtude sem esperas
Caminhando sob ilusão fria e vil
Na maior mentira que já se ouviu

Ei-la, a memória provocada, a ruir
Eis o seu mote fixo e semi impuro
Por fascínio de voltar ou preferir

Era um palco denso, quase perto
Mais um pouco a devorar o escuro
Vestindo o corpo que ainda espero





Bem próximo, eu me perdi.


a retirar

 
Autor
Azke
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