(...) Ave ou demonio que negrejas! «Propheta, ou o que quer que sejas! «Cessa, ai, cessa! clamei, levantando-me, cessa! «Regressa ao temporal, regressa «Á tua noite, deixa-me commigo. «Vae-te, não fique no meu casto abrigo «Pluma que lembre essa mentira tua. «Tira-me ao peito essas fataes «Garras que abrindo vão a minha dor já crua.» E o corvo disse: «Nunca mais.»
O corvo (Edgar Allan Poe)
Se possível, entardecer o coração Em paredes de tintas de devoção Sem janelas ou lugares pra se ver Um absurdo de tentar e pertencer
E eram simples folhas dispersas Delegadas à virtude sem esperas Caminhando sob ilusão fria e vil Na maior mentira que já se ouviu
Ei-la, a memória provocada, a ruir Eis o seu mote fixo e semi impuro Por fascínio de voltar ou preferir
Era um palco denso, quase perto Mais um pouco a devorar o escuro Vestindo o corpo que ainda espero