como um simples raio de luz
pode guardar num papel
a imagem enigmática do rosto?
é muito cruel...
eu iria até a Bienal para te ver
mas você não se lembraria de mim
sabe, tá tudo bem
te admiro de longe, sou seu alecrim
você voa a milhas de mim
Quem sabe um dia
a gente se esbarra na rua
não sei... estou tão na sua!
mas é só esperar
quanto tempo? dois, quatro, dez anos?
quero ver todo o rascunho seu
por mim, estaria até em um museu
e, em todas as colinas mortas
consigo me tornar um rouxinol
procurando num lindo limbo
a que mais se parece contigo das portas
É o ferrão quem perturba a abelha.
Escrito por mim nos dias 18/09/2024 e 06/09/2026 em Brasília-DF.