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Escrevi teu Nome

 
Escrevi Teu Nome

Madrugada na praia isolada,
caminho no ondular de vagas
mansas que me banham os pés,
e humedecem a areia de luar.
Respiro a forte maresia, tento
desanuviar a mente ébria de licores
doces e de paixões fugazes.

Como numa tela virginal,
ouso escrever teu nome
que, se me varre triste
da minha mente entorpecida.
Chorando, de dedo em riste,
rasgo a areia ferozmente
e nela deponho um coração
vazio de contexto literal.

Espezinho, em fúria, o esboço
reescrevo o traçado das linhas,
faço e desfaço, grito e páro;
- Nada tenho, esqueci-me de ti.
Estático, olho vago o horizonte,
culpo o mar de todos os erros,
e a lua por não me inspirar
um nome sequer de uma amante.

E da madrugada nasce a aurora,
areal toma o seu tom dourado,
e eu, inerte, tremendo de frio
deito-me sem encanto e adormeço.
E sobre minha mão sinto leve
a tua mão renovando-me a dor,
ambas, unidas, esboçam de novo
um coração e teu nome: AMOR!



Poeta sem Alma


 
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Poeta.sem.Alma
 
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