Há um vazio dentro de mim silencioso crescente
Ocupando espaços antes tão frutíferos e florescentes
Se ramifica malicioso em um emaranhado atroz
Algo insidioso com a intenção de nos deixar a sós
As despedidas parecem se engrandecer aos encontros
Pessoas em busca de um oásis após suas caminhadas
As aves que cresceram e voam livres sem confrontos
Já não precisam tanto de nós em suas novas revoadas
Quantos agora só alcançamos através das Orações
Eu não sei como ocupar esses espaços
Sorrisos rendidos por lágrimas e nostalgia
Procuro encontrar alguns novos passos
Esquecer os arrependimentos nas noites frias
Dormir tornou-se tão aprazível
Respiro fundo me mantenho em pé
Buscando a vitalidade no invisível
Insistindo na certeza de minha fé
Deus mantenha cheio nossos vazios
Carlos Correa