Um nome que te dói. Que te ocupa
todos os espaços do corpo e que talvez
só exista dentro de ti. Cheio de aves
e dos incêndios do entardecer.
Talvez destinado a morrer.
Como tu morres ao despertar da manhã
e o silêncio é teu refúgio de barcos
e de tempestades.
Um nome que te dói. Que não te sabe
a inocência das estrelas. Onde o tempo
cresce e a memória te molda a alma
na geografia do corpo. O teu corpo
exausto. A luz inerte de um rosto vazio.