AVIS RARA
Ao poente, voa a ave de Minerva
E perscruta nas sombras a Razão.
Axiomas e dogmas sonda em vão
Ou a sofismar conceitos se reserva.
Sábia, sempre pousa sobre a erva
Tida por panaceia em meu sertão.
Com que se cura o mal do coração,
Mas sobretudo acalma quem s’enerva.
Se vida após a morte veem por cá,
Não cogitava além nenhum futuro,
Céptica do que sabe ou que haverá…
Amiga da Verdade, t’esconjuro!
Ave que voa e vê em noite má,
Sê um augúrio claro em pleno escuro.
Belo Horizonte – 15 06 1995
Ubi caritas est vera
Deus ibi est.