Descendo por terra até onde o inferno espera.
Corpo nu sobre o altar
Ei do espírito cantar
Onde imundo voltar
Do cuspir ao sangrar.
E a carne já morta
Decaída
Em cova.
O insultar dessa hora
Das dores expostas
Moendo o olhar
Do que à vista Inglória.
O sussurro
Invadindo.
Onde o fogo
É destino.
Do abissal
Arde o grito.
O fardo
E castigo.
Sem o luto
Encenado.
A tentação
Ato falho.
Subiu as velas
E Desceu
O Castiçal.
Onde queima
Ainda chora.
O Pavio do imoral.
Descrente deságua
Degenera deixada.
Dor d'alma.
Não apaga.
Desse covil difamada.
O que a desgraça não salva.
Do meu salmo é que vivo.
Do que é amado e ainda sinto…
Rodrigo Mortari
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