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Chuva na vidraça

 
A chuva bate na vidraça e, levemente,
sinto a apatia envolver-me docemente.
Deixo a minha alma entoar o cântico
da solidão, que congela todo o meu ser
e transforma a minha vida num mar turvo.
Escondo-me desde o amanhecer,
sou tão pequena, tímida e enjeitada,
que até parece que nasci amaldiçoada
pelos golpes desenhados na minha pele
nesta luta diária sem rumo nem liberdade.
Continuo ensaiar a tristeza com um sorriso,
banhando-me no rio do esquecimento
enquanto caminho e corro atrás do tempo.


Partilhar... um entrelaçar de almas.

 
Autor
Isa
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Enviado por Tópico
goretidias
Publicado: 10/04/2007 22:29  Atualizado: 10/04/2007 22:29
Colaborador
Usuário desde: 08/04/2007
Localidade: Porto
Mensagens: 1237
 Re: Chuva na vidraça
E vale mesmo a pena correr... Se o resultado é um poema como este! Um abraço