Poemas, frases e mensagens de OTiagoM

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de OTiagoM

Revisitando Pedrinha de Aruanda a Sombra Rogério Skylab

 
Revisitando Pedrinha de Aruanda a Sombra Rogério Skylab
 
Todo Poeminha tão singelo e pequenininho que até cabe numa caixinha,
Sabe o que ele quer?
GRITAR!
GRITAR!!
GRITAR!!!

E aquela bailarinazinha tão recatada, meiga, olha que gracinha de rosinha,
Sabe o que ela quer?
LUTAR!
LUTAR!!
LUTAR!!!

Mas o menininho tímido e assustado no fundo da sala onde chamamos de cozinha,
Sabe o que ela quer?
MATAR!
MATAR!!
MATAR!!!

Por isso meu amigo que me escute (ou que me lê) ignorem o colossal ou o megalomaníaco.
Mas tenha muito medo das coisas miudinhas que se escondem nos lugares mais insignificantes, pois estamos a sua espreita, esperando o momento certo pro bote certo onde vamos
GRITAR!
LUTAR!!
MATAR!!!

18 de Janeiro de 2017 - Cantinho do Poeta Feliz [volume 2]
 
Revisitando Pedrinha de Aruanda a Sombra Rogério Skylab

Processos Erosivos de um Pseudo Artivista (ou Help me, Wamba)

 
Processos Erosivos de um Pseudo Artivista (ou Help me, Wamba)
 
Por mais Desejo
Desejos não machucam
Que o sorriso não apodreça
E que o beijo não amargue.

Esfarelando - Ansiedade me esfarelando.
Ansiedade - Esfarelando em minha Ansiedade.
Farelo de Gente,
Farelo de Gente Ansiosa.

Voltando ao sorriso podre
É que que já perdeu a graça.
Tanta posse em nome do Amor.
Tanta violência em nome da paz.

Cantinho do Poeta Feliz, volume 2
 
Processos Erosivos de um Pseudo Artivista (ou Help me, Wamba)

FLASH

 
FLASH
 
Lute, concorra
Conquiste, morra
Se Aliste, apele.
Negue, sele
Viaje, mude
Mantenha, Estude
Passe
Repasse
Perceba, mire
Espere, atire
Vista, calce
Suma, salve
Goste, rime
Escreva e termine

Rio de Janeiro, em um dia qualquer na primeira década do Século XXI, Tiago Malta
 
FLASH

XVIII

 
XVIII
 
Venha boa nova me mostrar
Sendo fértil a mente e a terra
O que se colhe neste lugar
Se trabalha muito e não se aferra

do Livro Teorema Menor
 
XVIII

naD Doq (Manifesto psicodélicamente Apológico)

 
naD Doq (Manifesto psicodélicamente Apológico)
 
Criei Vespas, Carrapatos, Vermes
Comunicando Varias vezes
Corri
Voltei
Conduzi o Volante
Contrai Varíola
Camuflei
Verdades
Capciosas
Vasculhando
Casas
Valorizando
Costumes
Vertigens
Coma, Vida
Carcaça, verbetes
Culpei Você
Comandei Vingança
Colori Vapores
Carro Veloz
Costa Verde
Companhia Violenta
Comerei Voado
Calculei versículos
Contudo
Vou-me
Comprar meus Vícios
em alguma boca do
Comando Vermelho.

do Sétimo Caderno da Sabedoria
 
naD Doq (Manifesto psicodélicamente Apológico)

Soneto Eletrofobia

 
Soneto Eletrofobia
 
Turbinas são feitas de desejos engarrafados
Grandes hélices cruzando sonhos deformados
Carne cortada ao meio liberta a Alma
Redemoinho da palavra fluída.

Na Fabriqueta da contra-máquina tem duas Placas:
“Proibido jogar chaves de grifos (e Afins) na Engrenagem!”
“Proibido Gerar Lixo no Recinto!”
Não se para o tempo, Maquina burra.

Flua nessa pangeia ilusória
Reflua como cosmo que se extingue
Para alguns é a cadeira elétrica que julga.

Indefeso, Julgaram-te forte e sábio
Criança replicante dentro do relógio injusto
O futuro lhe brilha nos olhos com raiva

Do livro sonetos Reunidos
 
Soneto Eletrofobia

Substantivo #9

 
Substantivo #9
 
Toque úmido esse mundo árido.
O homem invisível sentado na calçada disse:

Casas abandonadas com pichações informativas,
Quadros e outros símbolos pedagógicos destruídos,
Alunos na torcida comendo torcida (pimenta mexicana)
E outros quitutes da gastronomia junk.

(Blecaute)

Vaga-lume, tochas de jornal e bastões de neon
Para continuar a escrita.
 
Substantivo #9

Quadros

 
Quadros
 
Nada que faço faz sentido,
Pois nada é feito pra mim.
Se em uma só alma a vida fosse baseada
Não teria uma pá de indivíduos a seu redor
Para irmos embora não me diga
Se quiser ficar só, se mata, hein?

Pois a idéia é sempre ter uma pessoa para ficar ao lado da outra
E é assim que mostro que tudo é feito sobre medida
Pra nunca, nunca estarmos sós
Trancados no escuro do quarto com os pulsos cortados.
Mas se você não tem ninguém, ninguém mesmo
Há algo de errado, você não deve estar enxergando direito
E aí te ajudar eu não posso.

Eu, preso na parede fria,
A vos observar, anos de existência tenho,
Mas nunca aprendi a caminhar
De onde vim não quero lembrar
Era tão perigoso... Mas nunca fui rude.

A vida ensina varias lições
E nem todas devem ser seguidas, lembre-se
Ande, caminhe e siga sua vida
Sem perder o contato com os demais discípulos
Se Ra te esquece à noite, faça uma fogueira,
Ou abrace a lua cheia com sua frota de estrelas
E agasalhe-se e debaixo das cobertas
Fique com seu amor.

Epílogo:
Malandro não corra só pra vir me furar
Pois você pode cair e a navalha em seu peito pode entrar
É a vida seguindo seu rumo
Com homens não muito homens
Pensando que se protegem atrás do ferro frio.

Esse poema faz parte do Cantinho do poeta Feliz

Para Baixar na Integra
http://www.mediafire.com/download/dvp ... ntinho+do+Poeta+Feliz.rar

Incluído : Audiobook, E-book e a HQ Quinteto do Patinho Feio.
 
Quadros

Formigueiro Humano

 
Formigueiro Humano
 
Mas se você tiver coragem, De passar na Cinelândia
Na véspera de natal ou um tour pela Ceilândia
Se você for um figurante na multidão
Que anda apressado com medo de ser assaltado
Você é um homem comum...

Você é um cara comum,
Apenas um Kara Estressado
Que anda nesta porra com medo de ser Assaltado

Olha o Homem formiga, Correndo com receio de ser atacado
Foi pro meio da rua e foi atropelado
Retendo o tráfego, ele só queria fugir
Agora saiam correndo a cidade vai explodir
Ela já esta toda inchada por causa de seus hematomas
Então saia da frente que agente irá partir
Um mundo não é um caos, somos expurgo do inferno
Estamos presos aqui, nessa bosta somos internos

do Álbum Cabelo Ruim
 
Formigueiro Humano

Das 5 as 10

 
Das 5 as 10
 
Mente Ociosa, mente parafuso
Corpo Estressado, corpo confuso
Na Cidade inchada pegando na enxada
Olhar pela maçaneta uma vida privada:

A solidão me deu uma esmola
Pegar um trocado trocar por cola
Não ser só mais um drogado
Aqui eu sou #OVICIADO

Viver o "não viver" da rua
A rua não é morta, a rua é mortal
Resistir é dolorido como corte

Essa é a rotina de uma cidade imunda:
(...) Ta aqui, ta na terra
Estar aqui é estar na Guerra (...)

Sonetos Reunidos, 02 de Abril de 2000
 
Das 5 as 10

Rebuliço

 
Rebuliço
 
Atrás de um Grande homem, tem uma grande mulher
E,
Atrás de uma grande Mulher tem um grande homem.
But,
Muitas vezes Atrás de uma Grande mulher, tem uma Grande mulher
E,
Atras de um Grande Homem, tem um Grande homem.

A moral da história desse falso poema é bem simples:
É que atrás de uma grande pessoa tem outra grande pessoa.
Pois não da para ser grande nesse vida se não te amarem, se não Amar.

Rio de Janeiro 10 de Fevereiro de 2017- Cantinho do Poeta Feliz, Volume 2
 
Rebuliço

Fonética

 
Fonética
 
A fila fala, revela
Família na vala, sem vela
Valores voláteis, fatal
Vale um velório, falido
Fula folia, vivida
Vai viajar ouvindo Vivaldi
Foi festejar
Fez
Um Faquir faminto e uma Vaca farta
Falar o que vale
Feixe de luz
Sossegar o facho
Fivela de ferro na cara com raiva.
FAP!!!
É fatal

Rio de Janeiro, Maio de 2001, Tiago Malta, Oitavo caderno da sabedoria
 
Fonética

O que é de B.O.B.

 
O que é de B.O.B.
 
Todos querem me matar
É sério!
Todos
Querem
Me
Matar

Oh só:
Meu trabalho quer me matar de cansaço
Meus pais querem me matar de angústia
Meus amigos querem me matar de tanto beber
Meu filho quer me matar de rir
Minha esposa quer me matar de prazer

Em fim,
Todos querem me matar
E cabe a mim
Escolher a melhor forma de morrer

Rio de Janeiro 22 de Julho de 2016 - Cantinho do Poeta Feliz, Volume 2
 
O que é de B.O.B.

Teatro Câncer apresenta Apologia ao Absurdo

 
Teatro Câncer apresenta Apologia ao Absurdo
 
Não se vire (só às vezes)
Evite a repetição dos versos
Enquanto tem lek brotando do pé
Tem outros clonando Ovelha.
“Dolly! Dolly guaraná Dolly! “
O melhor espetáculo é viver,
Bem vindo ao teatro:

Não Blefe! Seja!
Não Chore?
Chore, mas só de verdade
Apenas caminhe, é que o jogo está rolando
Mesmo com tropeços
Mesmo sem ter fim
O que importa mesmo é o processo.

Rio de Janeiro, 30 de maio de 2004
 
Teatro Câncer apresenta Apologia ao Absurdo

Fluência, manifesto poético pró Malkaviano

 
Fluência, manifesto poético pró Malkaviano
 
Se me chamares na minha casa
Para contar novas notícias
Do pasquim da depressão
Eu baterei a porta na sua cara.

Minha biga esta cansada dos velhos Shires
Preciso de Cavalos Árabes
Para atravessar essa seca
E chegar em Pasárgada.

É engraçado o medo que uns têm de pular o muro e continuar a jornada.

Calmaria?!?!?!
Foda-se a calmaria!!!
Prefiro o caos amigo que há de salvar meus versos.

Prefiro que meus olhos revirem
Minha boca gargalhe
Em vez daquela estática.
Não cheguem perto poetas medrosos
Estou cansado das mesmas notícias
Disfarçada de poemas baratos
Com as mesmas estrofes
Tétricas e obtusas.

Criando novos versos
Destruirei velhos sonetos
(os em formação são bem vindo)
Para que a nova poesia surja
Extinguindo a métrica nunca alcançada
(as uvas estão verdes)
Alcançarei a todos.

Sétimo Caderno da Sabedoria - Rio de Janeiro, 11 de Fevereiro de 2002
 
Fluência, manifesto poético pró Malkaviano

Substantivo #8

 
Substantivo #8
 
Do perfume das horas perturbada
Ao incenso de óleo de motor
O Rio de Janeiro é uma ilha,
Todas as zonas deságuam no Mar.

Não é só de soneto que o poeta vive
Precisa de Bifes, tatuagens e roupas transantes
Morde a língua, trinca os dentes
E vê lá o que sai!

Alguns aditivos pra mente
Se cria um mundo mais colorido
Do Tiê-sangue ao Yellow Submarine
Muitos substantivo passam por essa janela.

Após uma batida de contini e morango o poema acaba.

Do Livro Poema Substantivo
 
Substantivo #8

Substantivo #13 (Catálogo inicial)

 
Substantivo #13 (Catálogo inicial)
 
Canções para dança
“Termodinâmica em lá menor”

Existe força nos gestos
Com um cheiro natural.

Um livro,
Não passamos de livros
Com Capa, prefácio e capítulos,
Mas arrancaram o índice.

“Cinemática para os brabos!”

Quem viveu até agora?
“Mentes cavernosas”
Estamos na batalha pra ver se descobrimos.

Do Livro Poema Substantivo
 
Substantivo #13 (Catálogo inicial)

Substantivo # 12 (Baile de Flanela)

 
Substantivo # 12 (Baile de Flanela)
 
Bebedouro num dia daqueles
Computadores sem memória
Avenidas sem saída

Objetos sem função
Pessoinhas invasoras estão chegando
Só espero que esteja com seu plano de fuga.

Se mudarmos a forma de comunicar ?
E o uniforme não fosse medida pra julgar alguém,
No lugar da fala, o toque como dialeto, pense nisso.
..-. .. --

Do Livro Poema Substantivo
 
Substantivo # 12 (Baile de Flanela)

>Quero<

 
>Quero<
 
Quero
Menos ausência
Mais Amor
Menos briga
Mais beijo
Menos Calma
Mais Calor
Menos distância
Mais dogma,
Pois amor não precisa ser provado
Menos espinhos
Mais encontros
Menos fim
Mais força
Menos grito
Mais gozo
Menos hiato
Mais horas
Juntas
Menos indiferença
Mais invenções
Menos Juras de amor
Pois quem jura mente
Mais Jornadas
Menos karma
Mais kaiambá
Menos lágrimas,
Mas de emoção podem
Mais liberdade
Pois o que é, não precisa de gaiolas
Menos é mais
Mais é menos
Menos Não
Mais Ninjitsu,
Pois passou de10 anos juntos é bom ser ninja
Menos obrigação
Mais ostentação
Pra ter orgulho o que conquistamos
Menos piração
Mais porres
Adoro com você
Menos quantificações
Pois é imensurável
Mais química
Pra mais respiração
Menos Raiva
Mais Risos
Menos só
Mais somos
Menos trivial
Mais tantra
Menos uivo,
Pois é o grito da matilha que se desfaz
Mais união
Menos vaidade
Mais vitória
Menos Workaholic
Mais W00t
Menos Xarrasca
Mais Xenhenhém
Mais yin
E mais yang
Menos Zebras
Pois vai dar certo
Mais Zzz
E adormecer com você
Mais ou menos é isso que eu quero.

Para Vanessa Pifano do Livro Fadas
 
>Quero<

Antro-Praga (Experiência Capitulo III)

 
Antro-Praga (Experiência Capitulo III)
 
Multiplicamos, infestamos o mundo,
estragamos milenares plantações
Ofertadas a um Deus qualquer
A violência é nossa, ta tatuada na clavícula
e se esse versos não te couber mais
C:/Corte!

Cadê o Amuleto que eu procurava
Eu até me esqueci como era
O que importa é continuar
Lutar contra o Homem invisível, da Mulher Barbada e do Bicho Papão
O verme se torna governador
Domina a mente e a esfarela

Você estará de pé pra figuração
Infestando o mundo estilo bubônico
Não adianta lamentos, vamos expandir
e por fim:
- Me chame de Cólera.

do livro Gênesis Android
 
Antro-Praga (Experiência Capitulo III)

Vamos Unir nossos Poderes