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Poemas, frases e mensagens de Malayka

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Malayka

Pormenores

 
Tudo o que é valioso parte por pequenas coisas, pormenores... É isso que cria...tudo! São os pormenores que fornecem as diferenças, que dão vida ao que é morto.

Tenho uma mão cheia deles, de ti. Pormenores que, colocando-os próximos uns dos outros, se transformam em algo único, tipo juntando peças até se tornar numa obra-prima, algo inigualável.

Em pormenores múltiplos e irreais, que se manifestam de forma diferente e invulgar, mas de forma positiva, em pessoas que nada precisam de fazer para serem únicas; porque basta serem quem são, com os pormenores naturais, tanto físicos e mentais,para serem exponencialmente seres dignos de um tapete vermelho, mas que nem o dinheiro algum o possa dar valor, pois são valores que muita gente só os pode assistir e não sentir. Que é a pouca gente, que os sente e manifesta através desses pormenores, que pode fazer parte de um valor maior, irreconhecível aos olhos dos comuns ou dos que se fazem de cegos.

E os teus pormenores são tantos...Juntando-os, fazem aquilo que tanto és, que expresso em palavras se torna comum aos outros, mas algo que é único não se caracteriza em palavras. Apenas se é.

Tu apenas és.
 
Pormenores

Rosa de Um Monstro

 
Benevolência é sempre intensa
Quando olhares são trocados
Fugaz veemente,
No miocárdio melindrado.

São impetuosas, as palavras
Quando me dizes impossível,
Sinto-me na periferia
Com o coração passível

Trago fragmentos de tempos,
Efémeros, como velas,
Que me embalam no teu colo
Como chama cálida das estrelas

Não são certas, as vezes
Que me tornei em palavras brutas,
Sem mereceres metade disso
Mereci ao dobro, a quantidade de lutas

Por mais espírito apático
Que eu possa transparecer
Sou, apaixonadamente,
Um coração entregue ao teu ser

Sou, de parte, um monstro,
Em que a vida depende de pétalas
De forma Sagrada, ela o é
E não precisa de asas

Exala incandescente,
Sem sentido a metas,
Apesar de me atingir
Sem precisar de setas

É uma rosa, dizem pela forma
Mas eu só noto nela
A forma como ela me engloba

Eu não vivo num mar de rosas
Como se costuma dizer
O meu mar é feito só de uma
Que eu morro em proteger

Não me sinto bem
Se te perder em mérito de falhas
Vou te regar enquanto posso
Incumbir-te nas minhas palavras

Mesmo, que algum dia
Questiones em fugir
Partir p'ra horizontes
Que teimam em divergir

Eu vou secar-te e pendurar-te
No canto do meu quarto
Congelar a tua vida
Para que nunca te perca, o contacto

Inato, mas inerente a ti
Sou o monstro de uma rosa
O meu Fado é em prosa,
As palavras são as nossas
 
Rosa de Um Monstro

Anti-Gravidade

 
(LER DEBAIXO PARA CIMA)

O meu mundo começa em ti e acaba, em ti.

Fecha os olhos, Imagina

que sonhei Contigo.
no Céu
que faz crescer as Estrelas
e o Pôr-do-sol,
a avistar o Mar
livres como Gaivotas
que vem do arrebentar das Ondas,
a harmonia do Som
por cima das Nuvens,
a ver o Sol
Contigo,
Feliz.
 
Anti-Gravidade

Cicatrizes

 
Tenho mais cicatrizes que coração, nem sequer sei como ainda sinto. Sinto-me um boneco voodoo, entregue à mãos do meu, mais, habitante ser, do meu peito. Uma picada nele, é como se a sentisse reflectida pelo resto do meu corpo. Sente-o todo. É um reflexo. Da fatalidade da agulha, ou lá o quer que seja, mas que dói, lá isso dói. Espetam. Deve ser agradável, para quem o faz, sentir um "poderzinho" arrogante na ponta dos dedos. Não sei o que esperam de mim, se sinta, sinto, mas sinto para quê? Dar motivos para uma gargalha maléfica, é a melhor maneira de sentir a auto-estima a elevar-se; fazer rir alguém, é bom não é?! Damos vida a alguém. Boa pá! Esperam que eu sinta, eu sinto atrás das palavras... tenho buracos no lugar da carne, se calhar deva-me esconder lá e tapar com "Adeus".

O meu coração parece um queijo suíço, todo esburacado, quem pensasse que era impossível ter tanto buraco num coração , bem que está enganado, porque é bem possível, muito mesmo, a magia disto é que não marca a pele, magia... Magia negra, julgo... Deixou-me toda dorida, esta batalha. Eu sinto, sinto mesmo... Sinto as cicatrizes e parece que há sempre alguém que vem com um dedo, irritante, e faz pressão onde não deve - quer-me tocar, pronto...mas com jeitinho, se faz favor.

Já nada respira. Põe lá a tua mão no meu peito. Sentes? Não n'é?! Sentes tanto como eu... nada. Já nada respira aqui e respiração não sinto. Sai mais ar, que entra. É o fôlego, acho. Tenho falta dele, mas acho que nem sinta assim tanto a falta. Se o essencial não respira, julgo que a falta de fôlego pelo resto do corpo, é algo elementar.Elementar amigo, elementar...

A asma pulmonar é algo banal, a asma da alma é algo raro. E sinto pena, por ter a alma engasgada em buracos que as palavras já não tapam. Quem me dera não sentir tanto assim; o que o nada me traz, para os restos mortais do coração.Sinto tanto, que nada sinto. Os buracos preenchem a falta que a carne faz, que tu e outros passados me roubaram.São cicatrizes de um peito que já não existe.
 
Cicatrizes

Bandeira Branca

 
As palavras tornam-se setas de amor. És o próprio Cupido das palavras.Conquista-me, assim me terás, rendida a ti e aos teus beijos, sabor quente e fresco, sem esquecer as festas que me fazes no rosto. Há pormenores, de mão dada, que me embalam no teu olhar e eu a isso não resisto. Debaixo das estrelas, no monte mais alto, cume conquistado,bandeira branca, não da conquista, mas sim da caminhada de volta. Agora vejo-te por outra perspectiva, mas sempre sem te esquecer...
 
Bandeira Branca

Estou a perder a compostura

 
Estou a perder a compostura
Insano à sensação
Que me cai nas mãos.

Frágil com o que sinto,
Indolor do sentir.
Mas dor é
Sensação crua
Deitada à lágrima
Caída.

Eu tenho memórias,
Que te pertencem
Lembra-te disso.
Sinto-me a perder
Pelo teu nome
Alucino-te em todo o lado
Mas não te sinto ao meu...

Cada respiração que eu tome,
É só manifestação
Do que me resta:
Fôlego desamparado,
Quente reverso ao que sinto.

Apaga a luz que há em mim

Vais te embora,
Já nada sobra...
Está tudo escuro
E o que e que fica?

A morte disto.
Mas não te esqueças de nada.
 
Estou a perder a compostura

Lua

 
Lua
 
Cai a noite, e com ela leva a luz do dia, que aquece as vidas das pessoas. A cidade imita o Sol e enche-se de luzes incandescentes, que agrupadas ferem a vista, em léguas de distância. Mas, nesta noite, não é isso que importa, porque a lua brilha, mais que qualquer janela cheia de candeeiros, e torna-se mais reconfortante, mirar a grande esfera branca, que julgo que, também, só me olha a mim. Sinto-me confiante, mas a segurança torna-se num alvo fácil de abater, vulnerável a maus olhares, susceptível a malfeitores. A luz que me encadeia, torna cego o que os outros gostariam de ver, eles não pretendem tapar os olhos, embora os ouvidos estejam tapados ao que eu digo. Não querem saber, feitos cegos, que o que eu vejo é com o coração, portanto é lógico que ninguém irá conseguir ver o que eu vejo.Temo em partilhar um orgão tão vital como este, pelas histórias que oiço: quem o devolve, rouba parte dele.

Mas deixem-me, senão me compreendem, ao menos deixem-me compreender-me a mim própria. Passei a ter medo, medo de que me roubem esta luz diferente, que o Sol seja egoísta, só para se exibir a todos, quando nascer. Não, Sol, não me leves a tua cara metade, este diamante em bruto e brutalmente, danificado. Eu sei, e tu deves saber também, que como este não há mais nenhum, que se preze a dar-me ouvidos. Mas ás vezes dou por mim a falar com uma pedra e que mesmo assim é a única coisa que me sabe ouvir.
 
Lua

Fiz de conta

 
Fiz de conta
Mas já não sei se,
me sente a pensar
se de conta foi.
Não sei.
Mas não sei,
se é isso que conta agora,
porque sempre tentei
dar a volta, mas
que de outra forma
eu nunca consegui.
E espero que...
quando o tempo que passa,
passar,
Já tenha outra maneira
de puder pensar por mim.
Sem brincadeiras
ao fazer de conta,
que seriamente pensei,
que valia a pena,
não ter medo de não saber
o que já sei.
De outra maneira
nunca saberia fazer de conta
para fugir, fingindo,
ao quanto eu te desejei.
 
Fiz de conta

VIVE!

 
Fazes parte de um mundo que não te pertence.Segue caminho, de sacola, embrulho às costas.Segue as pegadas pisadas por outros, como se isso tivesse algo diferente. As linhas são rectas, mas por algum motivo a terra é redonda e não quadrada. Por isso seguir uma linha que já foi feita, recta, direita, pisada por outros, perde o interesse quando tens a alternativa de mudar um pouco o rumo que tomas. Sê diferente, sê tu mesmo. A essência parte do sentido de seres verdadeiro para contigo mesmo, antes de seres com os outros. Como queres ser e dar algo aos outros, quando nem olhas para ti como mereces? Olha para o teu interior, não olhes para o reflexo, há espelhos que enganam, e não há melhor espelho pessoal que o teu próprio passado, reflectido no teu presente. Muda e vive diferente, poderás ganhar sentidos a pormenores mais vitalícios, que aqueles que tu dás agora, que te são fatais. Onde há real, há imaginação, por algum motivo tem a sua complexidade criada no mundo da matemática. Imagina, sonha, fertiliza a tua mente com pedaços de bondade que fazem a pessoa que és. Assim terás bons sonhos, que te irão contrabalançar a dura realidade a que estás metido. Resumindo: muda, sê diferente, sê tu mesmo, sonha, imagina. VIVE!
 
VIVE!

Bailarina da minha caixa de música

 
Tenho um coração que bate música,
Em ritmo decrescente.
Como uma caixa de música
Que, pouco toca, para a sua bailarina.
Receio ser incerto
se ela há-de parar ou não,
mas é certo que não consigo parar de tocar
para o que ela dança.
Estou a ficar sem corda
e gostava de poder dar mais música,
para que ela não pare de girar à minha volta.
Se ela pára, eu fecho-me.
Fecho-me, dentro desta caixa para sempre
Com a ausência do seu pudor
Em dançar o que eu toco.
"Dá-me corda,dá-me corda,
dá-me o que preciso para ter o meu escape

Promete-me, minha bailarina
que se eu fechar vais procurar a minha chave."
 
Bailarina da minha caixa de música