Poemas, frases e mensagens de enidesantos

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de enidesantos

O outro lado de mim

 
O outro lado de mim
Aquele que tem cobiça
Mas finge não ser assim
Aquele que do nada se irrita
E esconde seu lado ruim

O outro lado de mim
Que gosta da gula
Inveja e usurpa
Mente e insulta
Fuzila fitando
Cospe rosnado
Pisa matando.

O outro lado
Que é prisioneiro
Metido a matreiro
Tenta fugir.

Todos têm seu lado bom
Seu lado ruim
Comigo também é assim
Mas o Deus que há em mim
Sempre me ajuda a resistir.
Ao outro lado de mim.

Enide Santos 10/12/14
 
O outro lado de mim

Eu sou poeta

 
Momento de plena felicidade
É quando me sinto poeta.
Eu sou poeta.
Eu sou poeta.
Eu sou poeta.
E é a melhor coisa que sou, sendo para mim...
Não para ninguém, mas para mim.
Ser ou não boa poeta,
Isso fica para o amanhã.
Hoje EU SOU POETA.
Eu teço versos... Com meus sentimentos.
Roubo do ar... Momentos.
Solvo das pedras... Sentimentos.
Descubro paixão... Disfarçada de escuridão.
Eu sou poeta, que ri enquanto chora.
Que renasce a cada aurora.
Que risca em si a fonte de seu existir.
Eu fui poeta sem saber
Eu sou poeta por querer
E serei poeta depois que morrer.

Enide Santos 23/06/14
 
Eu sou poeta

É preciso aprender ser só

 
É preciso aprender
Ser só
Estar só
Não é o que queremos
Não é o que sonhamos
Mas se temos que passar por isso
Então façamos ser da melhor forma possível.

Em meus dias de ilha
Em tempos repletos de abismos
Visto a minha fragilidade do avesso
Para que a vida retorne aos meus olhos
Isso com muita sutileza
Para não ferir meu silêncio.

Careço também dele
Mas demarco fronteiras
Enclausuro a dor em lembranças.
E na brusquidão destes dias
Dou-me o direito de ser imensidão
Dou-me o direito der ser fenda
Para que escoe de mim
A aversão que sinto pela solidão.

Enide Santos 01/01/15
 
É preciso aprender ser só

O mundo é um canto sem lugar

 
O mundo é um canto sem lugar,
Instala em si, alegrias, e tristezas tenta mudar.
Perde-se entre amores, e sonhos tema em si dar.
Enrola-se todo, tentado se encontrar.
Mundo, mundo...
Canto sem lugar.

Camufla-se em sombras,
E o coito das horas tenta mudar.
E planta-se em uma árvore,
E no voo dos pássaros, tenta se fundar.
Mundo, mundo...
Quina sem lugar.

No voo dos pássaros,
No banho que se dá o mar.
Abre e fecha portas, dorme e acorda,
Mas não encontra seu lugar.
Ah! Mundo, mundo...
Orbe sem lugar
.
Caminho sem estrada.
Estrada sem luar,
E no som do vento,
Tenta se acoitar.
Mundo, mundo...
Lugar sem mundo
Mundo sem lugar.

Enide Santos 31/07/14
 
O mundo é um canto sem lugar

Fim de uma saudade

 
Sangrando e calada
Ao lado, sua mala.
De mãos postas clamando
Gemendo e chorando.

Absoluta em antigas horas
Agora, apoia-se ao chão
Insistente implora.
Um tiquinho de compaixão.

E no rastro da morte
Dolorosa é sua sorte
Aguardando consumação
Eis ai, uma saudade em vão.

Enide Santos 27/01/15
 
Fim de uma saudade

Retrato de mamãe

 
Uma lata ela abria
Retirando toda a tampa
Tão doce parecia
O seu belo semblante.

Criança, eu não entendia.
Que mamãe criara poesia
Cantarolava e a lata abria
Com carinho o vaso surgia.

Sobre a mesa a lata estava
Abarrotada de flor
Toalha de chita
Combinando com louvor

E com um terno sorriso
A casa mamãe enfeitou
E da minha infância, te digo...
Só recordo com amor.

Enide Santos 04/12/14
 
Retrato de mamãe

Provando você

 
Hum!
Para começar
só com olhar.
Cada cantinho
vou espreitar.

Os lábios...
agora vou umedecer.
Pois o seu gostinho
Já vou absorver.

Gosto
de pele suada
Textura
de derme arrepiada

Até o som
é de enlouquecer.
Quando eu arranco
este gosto de você.

Humm! Só provando.

Enide Santos 01/07/14
 
Provando você

Apenas eu e você

 
Apenas eu e você,
Nada mais havia
Exceto esta fotografia...

No escuro seu contorno me dizia:
Olha em torno sinta esta magia!
E quando não mais juntos estivermos
Guarde na lembrança este momento terno.
Ah! Sua voz estava tão doce e macia
E o teu braço com ternura me envolvia
E com o outro apontava a bela fotografia.

Olhe bem para lá,
Lembre-se do brilho de cada lugar
(Piripa, Cordeiro, Condeúba e Jânio)
E quando não for mais este momento
Volte para cá, onde nos dois
Para sempre vamos estar.

Guarde na lembrança
Nunca o deixe se esgotar.
Esta é a maneira
De nunca nos separar.

O melhor momento de minha vida
Faz-me chorar
Ele aponta para onde jamais quero estar.

Enide Santos 26/11/14
 
Apenas eu e você

Acróstico: Deambular

 
Deixou pegadas sem destino
Emasculado vagueou
Alma e corpo feridos
Marionete do destino se tornou
Banido dos desejos, fora.
Usurpado sem perdão
Lápide sem inscrição é seu coração.
Abdicando de viver
Rompe o tempo sem perceber.

Enide Santos 16/11/15
 
Acróstico: Deambular

Epístola – 20

 
São Paulo, 11 de janeiro de 2015.

Fragmentos de mim

A primeira vez que nos possuímos, foi uma experiência incrível.
Incrível mesmo, pois você não sabia, mas estava realizando alguns dos sonhos a muito desejados por mim, é por isso que faço questão que saiba o quanto fora importante.
Desde que nos conhecemos eu percebi que poderia mesmo realizar sonhos.
Poder amar você já era a realização de um sonho.
Descobri que você possui a mesma estatura que o homem dos meus sonhos.
Que os encaixes de seus braços moldam meu corpo com perfeição, idêntica aos dele.
Você exibe o mesmo tom de voz, a mesma textura na pele, o mesmo fascínio em locomover-se, a mesma forma de me olhar, banha meu corpo fitando-me.
O meu lugar preferido de todo o mundo, pertence ao homem dos meus sonhos.
É um lugar aconchegante onde me sinto protegida tanto o corpo como a alma,
e você é portador de algo semelhante.
Ao tocar-te, beijar-te, olhar-te a mesma sensação me toma o ar, igualzinho, igualzinho ao homem do meu sonhar.
Há um oásis em minha realidade que difere o meu desejo de sonhar.
Como pode na realidade não me amar, se em meus sonhos sou eu quem lhe toma o ar?

Enide Santos 11/01/15
 
Epístola – 20

Ás vezes a saudade brinca comigo

 
Ás vezes a saudade brinca comigo
 
Ás vezes a saudade brinca comigo.
Creio que é para ajudar-me a suporta-la.
Sei, ela precisa mesmo de mim.

Necessita progredir...
Carece de ser marcante e absoluta.
Quer ser a melhor saudade de todas as saudades.

Ah! E eu fico aqui, entregue aos seus caprichos,
Apenas soltando alguns gemidos perdidos entre densos suspiros.
Ao mesmo tempo em que algumas lágrimas,
brincam de banharem um sorrisos que escapuliu.

Ai então eu me grito e me grito.

Enide Santos 01/04/14

imagem:google
 
Ás vezes a saudade brinca comigo

A poesia que fala de ti

 
A poesia que eu teria pra te dizer
dorme dentro de mim
aconchegada a você.

Dela não ouço gritos
sinto alguns toques
pequenos bramidos.

A poesia que fala de ti
que exprime meu amor
que traduz o meu sentir.

Esta sonhando agora
Aperfeiçoando-se por hora
desejando existir.

Enide Santos 26/11/14
 
A poesia que fala de ti

Passageiro do nada

 
Picotou-me o coração a vida.
E para sempre me quer assim.
Faz-me sentir não credora de mim.
Culpa-me por respirar,
E por não valorizar este ato de amar.

Rapinou-me a mente a morte,
Sem traumas me parou.
Debruçou-se sobre mim
E as chamas da vida,
Uma a uma de mim arrebatou.

Desfez-se de mim o tempo,
Que nem para a morte
Nem para a vida me entregou.
E sobre meu corpo, vivo morto.
O tempo se largou.

Enide Santos 30/10/14
 
Passageiro do nada

Ah, meu amor!

 
Ah, meu amor o dia amanheceu.
Não senti o teu calor.
Talvez você de mim se perdeu
E não mais tem gula
Deste meu amor.

Ah, amor meu!
Não posso saber
Que se veja em outros olhos
Que não os meus.
Que queira outra boca
Que não a minha.
Que aqueça outro corpo
Que a chame de Rainha.

Alegastes que eras meu súdito
Que apenas a mim pertencias
Ah, meu amor!
Não me puna
Não me troques por esta vadia.

Estejas sempre comigo
Serás sempre bem amado
Te prometo meu querido
Terás um lar digno
E aconchegado.

Ah, meu amor,
Que pecado terei cometido?
Talvez tenha exagerado
Em te amar mais que o merecido.

Enide Santos 21/07/15
 
Ah, meu amor!

Na ponta da língual

 
Estava na ponta da língua
A palavra que iria te intitular
Mas um pensamento indecente
Apossou-se de mim ferozmente
E a este nome fez mudar.

Estava na ponta da língua
Toda minha fome de beber
Toda minha sede de comer
Mas um pequeno gesto teu
Tudo mudou e todo meu corpo acendeu

Estava na ponta da língua
O resgate para o desperdício de sabor
Mas já com o corpo fervendo
As palavras foram se perdendo
Apenas entre os dentes a língua ficou.

Enide santos 31/07/15
 
Na ponta da língual

Que te custas, amor?

 
Que te custas, amor?
Dar-me um pouco as tuas mãos;
Para acariciar-me a face, os cabelos e o coração.

Que te custas, amor?
Deixar-me deitar em teu peito;
Fazer do teu colo um leito;
E roubar de te, um pouco de cheiro.

Que te custas, amor?
Acalmar um tiquinho minha vida;
Soprar um bocadinho as feridas;
Fazer fugir este choro, este som de consumação.

Que te custas, amor?
Deixar pesar em minha tua boca;
Deixa-me roçar em ti, como louca;
Para acalmar está minha paixão.

Enide Santos 27/05/14
 
Que te custas, amor?

De qual lembrança?

 
De qual lembrança vem este som,
que não consigo reconhecer?
Remete-me a algo,
outro tempo,
outro espaço.
Não sei qual,
não sei onde.
Sei que saiu do meu corpo,
habito outra dimensão.

Lá onde recolho saudades,
e planto gratidão.
Lá posso voar,
dançar como se chuva fosse.
E das lamurias sofridas que ouço,
Faço vento, para planar.

Sou pedra,
montanha,
encostas do mar.
Sou lua
Estrada,
E a força de um cantar
Aquele que ouço
Mas não consigo identificar.

Enide Santos 07/11/14
 
De qual lembrança?

Peleja com a saudade

 
Quase insuportável
Hoje ela esta
Tenta devora-me
Arrisca devorar-se
Ajeita-se
Enfeita-se
E me chama pra peleja.

Ah, como é bom confronta-la!
Fazer pilera
De suas mazelas.
E nessa luta
De rusga tão muda
Seu grito em mim é infinito.

Ah, esta saudade enfim!
Gosta de se manter assim
Intensa e sádica
Aflorando ate na hora
Que teus braços embrulham-se em mim.

Ah, saudade deixa de munganga,
E vai embora daqui.

Enide Santos 03/12/14
 
Peleja com a saudade

Epístola-18

 
Fragmentos de mim

Ah, amor arranca de mim esta vida inútil,
Apenas me serve para chorar tua falta!
Ter que viver sem você é mesmo uma tortura.
Tenho que dormir e acordar, dormir e acordar.
Nada tem sentido, tudo é visco.
Nem meus lamentos chegam até você.
Nem de minha dor você pode saber.
Ah, que vontade eu tenho de morrer!
Estou cansada de fingir alegria,
de me mostrar satisfeita por tudo que tenho.
Eu não tenho você.
Nunca posso estar com você.
Só sei da dor que sinto e tenho que fingir não sentir.
Ás vezes meu peito doe de tanto engolir o choro.
Não consigo aceitar, que esperei tanto tempo pra te conhecer,
Demorei uma vida toda para te encontrar,
E tenho que abrir mão deste amor.
Não sinto vontade de seguir em frente,
Já sabendo que não há nada mais lá.
Tudo que preciso tudo que quero esta com você, esta em você.
Meu Deus como eu te amo!
Meu Deus como isso doe!
Que vontade tenho de arrancar de mim está vida.
Ai que saudade!
Ai que necessidade tenho de estar com você!
Desculpe-me as palavras pessimistas.
Não preciso fingir pra você e também não quero fazer isso.
Hoje estou fraca demais para fingir,
não se preocupe é apenas uma forma de buscar forças uma forma de desabafo.
Perdoe-me por amar você tanto e ter que dizer-lhe estas coisas.
Eu não sei até onde tudo isso vai.
Eu não sei.
Desculpe-me te amar tanto.

Enide Santos 10/07/14
 
Epístola-18

Até onde daria para ir?

 
Até onde daria para ir
Para arrancar de quem se ama
Um dor que tema em não sair?

Até onde consigo deixar de mim
Para envolver-me na dor
De quem sozinho não consegue seguir?

Até onde é capaz de chegar
Este meu amar
Que no fundo, quer o mundo abracar?

A dor só doe até onde pode doer,
Ah, quem me dera,
Que meu amor a fizesse desvanecer!

Enide Santos 05/002/15
 
Até onde daria para ir?