Poemas, frases e mensagens de Cristhina Rangel

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Cristhina Rangel

Tenho na poesia, o alcance de céus e terras, essas longínquas que nos levam aos sonhos...essas em que galopam a imaginação como se fosse um corcel indomável que se alimenta emoções...
Vou à elas em versos ferozes e outros versos tacanhas, nenhum deles

se um dia te fores

 
Se um dia te fores
saibas que levarás contigo
um coração que bateu mais forte
todas as vezes que pensou em tí.

levarás contigo olhos que observaram com fascínio
e que mesmo fechados te viam...

e mãos que desenhavam teu corpo
cada traço: do teu rosto e do teu sexo
e que sentiram pra sempre o calor da pele tua

Se um dia te fores esses mesmos pés
que caminham ao teu lado
perderam o caminho e o prumo
Eu serei mais perdido!

E esta mesma mente e coração
Que escrevem de amor
certamente irão fazer a Deus
Preces de lamento e dor!

Pois até este dia que te escrevo
esta alma que está unida a tua
Somente nele encontra força e perdão
pra falar da idolatria
que é só tua!
 
se um dia te fores

QUERIA DIZER-TE!

 
Queria dizer-te que o teu silêncio
É de certo mais dolorido que o punhal
Cravado em minhas costas.
Que o teu silêncio é um cravo que ata minhas mãos
que ata meus pés ao chão.
E só por isso não posso alcança-lo!

Queria dizer-te que o teu silêncio
É o motivo das minhas tristes lembranças ecoarem
E que também, em teu silêncio forjas e esculpes
As portas de aço que nos separam
e que não posso arrebentar!

Queria dizer-te que o teu silêncio
é a densa névoa que te encobre
e portanto: não posso segui-lo!
O teu silêncio é o motivo dos gritos
que tenho trazido comigo.
E é o motivo da minha aflição!

queria dizer-te que o teu silêncio
é cruel e insensato.
E é por isso que parto sem dar-te mais razão!
queria dizer-te que teu silêncio
é uma praia sem farol
onde naufraga nossa paixão!
 
QUERIA DIZER-TE!

Ao meu Ex amor

 
Não há mais em mim
algo que ainda te pertença
Talvez somente essa dor
dividida com você meu ex amor!

Vou-me agora antes que eu chore
e novamente me impeças
de seguir o meu caminho
Talvez por medo de andar Sozinho

Sei que se acostumaste a ter-me
como uma sombra a te seguir
Te acostumaste e a ter-me
Somente a olhar pra ti.

Vou-me agora antes que eu volte
a esquecer-me dos meus sonhos
a esquecer-me das minhas vaidades
Antes que eu acredite que me amas de verdade.
 
Ao meu Ex amor

Mereces mais que eu

 
Mereces mais que eu.

Mereces alguém que tenha em teu perfume
A razão do próprio respirar e o exale como
se fora seiva que lhe aviva os sentidos
E aguçados, aos seus se lhe confundam

Que no teu corpo encontre todos as paisagens
E os caminhos que deseja percorrer e seja cais
Seja ponto de partida, sempre este bem querer

Alguém que em tua voz encontre a paz e que
essa paz lhe seja veste a cada amanhecer

Que possa dar-te não apenas momentos breves
Mas a eternidade de uma entrega absoluta
Verdadeira e irrestrita ao prazer.

Mereces alguém que te olhe com olhos únicos
e o primeiro sejas a estes olhos que te amem e
te abençoem silenciosamente e te esperem
para sempre vendo-te qual dádiva

E que no teu derramar de dores e prantos
ela se enfeite, se perfume e ainda te bendiga
e seja assim em tua vida chuva calma
e não como eu tão intempestiva.

Alguém que te ame um amor convicto
E saiba dar-te mais que versos
Que te ame, como eu amo outro alguém
E minha própria vida nele reconheço.
 
Mereces mais que eu

Alcançando Estrelas

 
Alcançando Estrelas

Quiçá, quando alcançar a estrela o poeta

Subverta os intentos daqueles que não creem

Que haja além do mundo, mundos que se estreitam

E agregados geram sentimentos puros

E nesta certeza que de há amar além do que se vê

Possam-se acordar os corações silentes, com solenidades

Sejam recebidos anjos e querubins com harpas e com tamborins

Em festividade, aos que ao amar se rendem

E nas constelações com suas mãos poderão tocar

E emoções que já lhe eram ausentes, tornando assim

Quem sabe, toda a a cidade livre da descrença

De que não há amor e que só haja dor e infelicidade

Ao alcançar estrelas que nos poemas tantos, pelos

Trovadores e poetas sempre foram decantadas.

Cristhina Rangel.
 
Alcançando Estrelas

Placebo

 
Placebo

Há silêncio agora,
posso ouvir o grito
do meu coração
Que sem ter razão
Anseia a tua volta
Que seja ela a cura
dessa solidão !

Sei que noite adentro
ouvirei meus passos
guiados por esta saudade
Que me faz doente, encolerizada
Quase demente!

Nesta noite adormecerei
Sem ter prazer nem prece
Que se eleve a Deus.

Fatigada por tua procura
minha alma busca por um lenitivo
ao coração aflito
que se desfaz num grito
no silêncio escrito,
que me é placebo.

Cristhina Rangel. [i]Placebo

Há silêncio agora,
posso ouvir o grito
do meu coração
Que sem ter razão
Anseia a tua volta
Que seja ela a cura
dessa solidão !

Sei que noite adentro
ouvirei meus passos
guiados por esta saudade
Que me faz doente, encolerizada
Quase demente!

Nesta noite adormecerei
Sem ter prazer nem prece
Que se eleve a Deus.

Fatigada por tua procura
minha alma busca por um lenitivo
ao coração aflito
que se desfaz num grito
no silêncio escrito,
que me é placebo.

Cristhina Rangel. [/i]
 
Placebo

Falando de Amor

 
eu queria falar de amor, falar de um amor que só pode falar quem já conheceu
todas as faces e fases de um amor como o meu.
queria falar do que é ficar do lado de dentro esperando chegar o vulto, a sombra na janela
e falar da da dor que se tem quando vem a madrugada e não se tem alguém

eu queria falar de um amor que ainda agita o coração e qua ainda tira a razão e sem razão permanece igual ou maior
um amor talvez patético
um amor que me envergonha e e me emudece
ainda assim é um grande amor!

um grande amor que ainda fere e ainda me atira no chão, ainda que eu queira:

levantar-me e dizer Não!
mais que ao mesmo tempo eu respeito!
respeito cada lágrima que me fez chorar
respeito cada riso que me fez soltar.

e ainda tenho dentro de mim, uma lembrança do primeiro olhar,
e do primeiro beijo
e é por isso que esse amor eu respeito.

esse amor poderia ter sido tão diferente, tão rente ao eterno
mas se perdeu no caminho e só se encontra em meus versos
e o vendo assim, parece tão lindo, tão imensamente terno
que mal cabe no tempo e assim se faz eterno.

queria falar de um amor que canta pela manhã e chorava a tarde e espera a noite!
queria falar de um amor que aninhava, beijava e sentia solidão.
eu queria falar de um amor que remonta uma história
uma tragetória, uma tragédia.
um amor simples e às vezes comedido se fez pra sobreviver
falar de um amor que muitas vezes tratado com crueldade se armou da verdade e venceu

eu queria falar apenas que amei,
falar apenas que fui amada
falar apenas que vivi todas as fases e faces de um unico e verdadeiro amor.

Cristhina Rangel
 
Falando de Amor

Amargura

 
Amargura
Quando você disse eu te amo,
Eu tinha empilhado os sonhos
e deslizavam os enganos
na minhas mãos suadas.

As esperanças já estavam longe
no mesmo horizonte
tantas vezes antes apagado
a crença desse amor adormecido
já era quase santo,
Esculpido em um mármore frio

A resposta nula, consciente
desse desencanto
ficou no meio das minhas bagagens
abraçadas ao assustador silêncio
que enterrava os anos

A minha dor não mais me cabia
e como arma fria uma frase apenas
cuspindo o sabor dessa amargura
Preecheu o ar,e todas as lacunas

_Eu sentirei, saudade sua!

Cristhina Rangel.
 
Amargura

Borboleta sem asas

 
Borboleta Sem Asas.
Estou morrendo!
E minha poesia é penitente e cheia de agonia.
Observo as gotas caindo no catéter
Ela segue o mesmo ritmo, lento e compassado.

Ah! Mas se eu tiver um dia a mais
Talvez volte pra casa, e abrindo meus armários
Revendo meus vestidos de festa, (coloridos!)
Até consiga cantarolar uma canção antiga
sem lembrar do velho corpo
Tão jovem, tão moreno e definido!

Depois quem sabe, eu finalmente
Me disfaça da coleção de canetas
Aquela com a qual eu escrevi
O meu primeiro verso...
que era sobre borboletas!

E enfim, eu o reescreva
fazendo agora o caminho inverso
Voltando a não ter cor, nem asas
Voltando ao casúlo,
Transformando-me em verme.

Cristhina Rangel.
 
Borboleta sem asas

Almas no Tejo

 
Quero estar além do Tejo
Mas me desdobra a alma
e varre-me com a força
dessa mesma correnteza
e lá me vejo.

Eis que meus dias plácidos
são raros cá, donde me fendo
me reparto e volto aos campos
verdejantes d'outros tempos

A boemia que habita em mim
Traz-me saudade e como fado
Arde em mim a nostalgia.

Vagueia sempre esta alma
Minha desvairada companheira
nestes arrebóis, qual galhardete
a tremular naqueles ventos

Vai até Aveiro e à Coimbra
Em romaria, como se lá fosse
Sua morada e noutras almas
Acha alegres companhias.

Cristhina Rangel.

Aos meu amigos de Portugal pelo carinho de seus comentários e o carinho de vossas amizades.
 
Almas no Tejo

Odeio Cópias!!!

 
Estou cansada de dar respostas
a quem realmente jamais quiz me ouvir.
Eu não estou aqui pra isso
estou aqui pra ser feliz!

Me perguntam se é poema ou se prosa?
Se é assim azul ou se é rosa
O céu onde eu conto minha história?
Em que cidade se passa, em que país?

Querem saber a quem imitam os meus rasbiscos
E eu só quero saber de mim!
Querem saber se lí Bocage ou li Florbela
Mas que diabos! Ouçam a mim!

Deixem que minha história seja formada
No meu formato, no meu contexto inexato
Não há em mim nada de Guimarães Rosa
Ou de Cora, Drumond ou Paulo Leminski.

Há somente um coração e uma mente
Que tenta ser poeta inconsciente
Do que dizem todas as gentes
Quem insistem em não me ouvir!

Por favor não façam cópia de mim!
 
Odeio Cópias!!!

Filha dos Ventos

 
Filha dos Ventos.

Ficaram na minha garganta presos
Contidos, deixados no desprezo
Cada um dos meus versos
Hoje ferozes e precisos.

Não! Meus versos não serão bélicos
deixarei que seja como Zéfiro
Suaves e tranquilos
Que sigam no vento
Não quero despertar as minhas
tempestades, dormita o meu Eurus
Os Deuses conspiram para o meu silêncio!

Teceria com audácia as palavras mais amargas
E responderia intrépida como Bóreas
As ofensas que me lançam, como raios
Mas hoje eu apagarei as nuvens de Nótus
E deixarei azul o céu das minhas poesias.

Dancarei uma ciranda com Siroco e Lips
Porque ainda hoje eu serei harpia e dançarei
entre os mármores de Partenon.
Hoje eu sou filha dos ventos!
 
Filha dos Ventos

Paz e Flores

 
Meu Deus, Eu quero paz!
Quero ler uma poesia que fale de amor
e de mãos amigas.
Chega de confrontos!
Chega de fadiga!

A noite já vem vindo e eu ainda
estou vestida de poeira
Eu quero o vento que me varra
Numa poesia verdadeira!

Quero a paz de Vinicíus de Morais
E quero flor de laranjeira
Nos bucólicos madrigais
Eu quero a flor mais pantaneira

Eu quero a paz que eu descrevo
em minhas letras, mal escritas
mal vistas, mal interpretadas
Mal revisadas, apenas minhas essas minhas letras

Quero ver a paz sentada na minha varanda
e na mesa que é posta...
Quero ver em prosa a paz no meu sorriso!
E naquele, e naquele outro
Nada além disso!

Chega de guerras, chega de insígnias
Chega!
Eu quero a paz das margaridas!

Cristhina Rangel.
 
Paz e Flores

Outros faróis

 
Vou deixar que passe essa fúria
que me arrebenta todos os cais
que me faziam voltar.

O meu amar é mar bravio
que não se deixa enganar
que não se contenta em simples remar
Necessitas mergulhos profundos
nos mais escuros corais
É de lá que saem as cores
que formam minhas velas..

Rasga-me em fúria agora a mesma tela
Que vias dos teus faróis...
estamos sós, naufragados, pilhados
tantos sonhos...infame e covarde
A solidão, que faz perdermos nosso norte
e Murcha-se a rosa dos ventos
do tempo que um dia foi só nosso!
Estamos a deriva, em outras paixões.
 
Outros faróis

Beijo

 
Beijo
Eu quero num beijo ardente
Saber o que tu sentes
ou se é maldade,
dizer que sentes, com a mesma intensidade.

Essa paixão
essa ilusão
Essa vontade!

Eu quero num beijo longo e quente
Sentir a tua pele
Sentir tua respiração
Saber se sentes
Ou se e só maldade,
dizer que sentes, com a mesma intensidade

Essa paixao
Essa ilusão
Essa vontade!

De delirar,
De estravasar
Esse desejo
Essa ânsia toda da minha boca!
 
Beijo

São Coisas da Vida

 
Não trago mais a revolta da juventude.
Aprendi que o silêncio também é atitude.
Aprendi que a vida é como uma rua
e é preciso olhar para os dois lados
enquanto atravessamos.

Eu percebi que minhas verdades
Apenas a mim interessam
e quando for dizê-las
preciso antes saber se querem ouvi-las.

Gastei um tempo enorme
Pra descobrir que sou pequena
E que se não divido nada
Fico ainda menor..

Passei tempo demais
buscando respostas
que me insentassem a culpa
Agora me assumo, errei sim!

Tardiamente vi que o amor acaba
e quando ele ia eu via
que tem muita coisa errada no amar
Principalmente as medidas

amamos sempre do jeito
que nos parece certo e é errado!
Há que se amar qual o esperado
nem mais, nem menos, apenas isso.

Aprendi outras coisas úteis
guiar-me por bússulas
falar alguns idiomas
A jamais, (eu disse jamais)
confiar completamente,
porque todos temos segredos.

E finalmente compreendi
Que quase sempre fim
Significa um recomeço.

Cristhina Rangel.
 
São Coisas da Vida

Tanta Besteira!

 
É tanta besteiroa que falo,
que penso , que tento esquecer
É tanta loucura, tanto bem querer..
É tanta besteira que eu nem sei dizer.

É tanta falta de sorte
e falta de amor
falta de tudo..falta de pudor!

É Tanta besteira
lutar contra a maré
Dar nó em pingo d'agua
Murro em ponta de faca...
se você já não me quer!

É tanta besteira,
Suicidio
Homicício
Suposta ameaça de morrer!
Tudo besteira..você nem vê!

É tanta besteira
que escrevo e nem sinto..
É coisa de bobo..tentar dizer..

Loucuras de amor que passam
Na mente de uma mulher!
 
Tanta Besteira!

Tenho sede.

 
Tenho sede.

Ele podia dizer tudo
Mas disse apenas: _ tenho sede!
Levando naquela cruz
A minha dor, minha fraqueza.

Como cordeiro abatido
Esquecido de todo o seu poder
Foi escolha do Pai e não do homem
Ver seu filho então morrer!

Ele poderia transformar
Os espinhos da coroa em flor
Mas em silêncio aceitou
Os espinhos que o seu sangue derramou.

Ele podia tudo
E ainda assim preferiu
Entregar-se em dor tão profunda
Que o próprio céu se partiu.
 
Tenho sede.

Soneto Frustrado

 
Minh'alma anda florida de paixão
Razão é peregrina e vez por outra me acusa
mas nem ela e nem a força bruta
Faz oculta a face adormecida
que despertas quando chegas.

Penso tão somente em ser tua
Ao seu contento, em todo tempo servir-te
Ser-te ama e amar-te
Além dessa alvorada e noite adentro.

Todas as rezas, já rezei Atos de contrição e penitências
Às Aves Santas não me acodem, me condenam
Meus pecados desabrocham, inesperados e silentes

Em teus perfumes de flores de primavera
E quão ditoso a mim parece o oinferno
que me espera em teu afago.
 
Soneto Frustrado

DE MIM NÃO TERÁS

 
De mim não terás...
Não terás meu coração outra vez.
não terás de mim o carinho que te dei
não terás de mim o sorriso na chegada e a espera aflita.
terás apenas a lembrança da antiga namorada...

não terás de mim o que tivesses antes
quando meu amor era eterno e eu era absolutamente tua!

terás de mim um amor como o de outra qualquer..
uma mulher somente eu serei!
Não verás nos meus olhos novamente aquele olhar..
de profunda admiração, minha adoração não terás mais.

Não terás de mim o sorriso inocente,nem o desprendimento
que eu tinha em ti servir, em ti seguir...em ti guiar!

Terás apenas a retribuição do que me deres..
assim quando me quiseres
eu serei sua e você será meu.

Não terás outra vez o amor que eu te dei
Te darei prazer, atenção: mas os meu sonhos não!

Te dou apenas as sobras do amor que antes não quisestes
O amor que por toda uma vida ..fora apenas teu!
Dou-lhe apenas o que me tornei: Eu!

Cristhina Rangel
 
DE MIM NÃO TERÁS

Cristhina Rangel