Poemas, frases e mensagens de Razoro

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Razoro

Um escritor sem letras ou palavras

 
Com uma imagem pode-se dizer 1000 palavras,
Mas quando olho a tua foto, fico sem elas,
Quero agarrar o momento desse teu olhar,
Que o meu tanto tenta adivinhar.

Não posso descrever por entres letras,
Algo que nem as palavras podem alcançar,
Tanto para dizer, tanto por contar,
Mas que palavras escolher, para te imortalizar?

Lá se vai o momento, não encontrei as palavras,
Mesmo com dedos de poeta, escaparam-se as letras,
E se não posso pôr nas palavras o significado desse olhar,
Nem em 100 anos
E com mais de 1000 linhas,
Conseguirei que exista palavras para tal brilhar.

Se não posso contar com as palavras,
Nem com a vontade de escrever,
Só poderei ficar a olhar e imaginar,
Como será se te voltar a abraçar.
 
Um escritor sem letras ou palavras

A noite, o dia e ela!

 
Quando a noite me toca,
Toca-me como o oceano,
Oceano que preenche tudo a minha volta,
A minha volta, tal e qual quando amo.

Quando a luz do dia eu sinto,
Sinto algo que ainda não consigo descrever,
Descrever o amanheçer é impossivel,
Impossivel é amar sem te pertencer.

Não quero o lado intenso da lua,
Nem o lado luminoso d'uma estrela.
O que eu peço não é façil,
Só quero a tua pele nua!

Agora sem qualquer crueldade.
Nada mais me faz desejar,
Nada mais me faz escrever,
Tu és musa, eu sou a vontade!
 
A noite, o dia e ela!

Solidão!

 
Dá-me a tua mão,
Leva-me daqui embora,
Esconde-me nos teus braços,
Deita o teu amor cá para fora.

Se ainda quiseres, eu quero tentar,
E assim talvez um dia, eu volte a acreditar,
Naquele mar de rosas com que tanto
Eu tanto quero sonhar.

Deito-me na cama, e finalmente adormeço,
O luar passa rápido, e eu volto a acordar,
Neste mundo incolor onde reina a minha dor,
Só tu passas por mim como um lápis de cor.
Colorindo o cinzento e dando sentido ao meu caminho.

Agora, sempre que abro os olhos, vejo-me contigo,
Obrigado por existires, obrigado pela dança,
Sorrio outra vez graças ao teu carinho,
Obrigado pelo beijo, Obrigado pelo teu sorriso.

Apoio-me no passado para o futuro não estragar,
O meu passado foi um vírus e só tu és a cura.
Estou como novo e de volta a esta vida obscura,
Mas feliz feliz feliz pelos amigos que me rodeiam,
E por toda esta amizade que sinto bem pura

Sou o que tu queres
Mas num estado diferente,
Fica a meu lado,
Muda-me a teu jeito,
Pois eu sou o que tu queres.
Não podias estar mais quente.
Envolve-me nos teus braços,
Pois eu quero esse teu cheiro.

Deixa-me sentir,
Deixa-me também amar.
Ensina-me como posso eu voltar a acreditar.
Não me deixes sozinho…
Por favor acompanha-me,
Tenho medo deste escuro,
Deste escuro tão negro,
Que esconde o mal que não consigo mais ver,
Não me quero perder, sem ti, pois tu és o meu destino,
Agora vem comigo,
Dá-me força, é só assim que me ilumino,
E entre o mato talvez eu encontre a saída,
O ‘Exit’ da solidão,
Solidão que não me dá perdão.
 
Solidão!

Conto de fadas!

 
Sozinho sentado, sem ninguém de mão dada, quebra-se o tempo,
E lá vou eu, mais uma vez, chorar bem fechado um desejo tão intenso.
Sem ti a meu lado, vejo-me a perder, pela imaginação, e é só ficção,
Quando sei que me amas, quando te vejo, mas então,
Uma vez mais, volto ao meu mundo, o tempo volta e uma lágrima cai.

Não sei o que mais possa dizer.
Eu não sei o que mais possa fazer.
Eu não sei...Não sei...
Não sei o que posso ou não querer.

Sinto o fogo, que me queima, como se dentro de mim morasse o inferno,
Este calor que me enlouquece, só vai embora com esse teu Inverno,
Esse teu frio, que me devora e refresca
Vem agora, comigo, entra na minha realidade
E talvez um dia, contigo, eu possa voltar a confiar na verdade,
No amor, e expulsar as mentiras que rodeiam a minha felicidade.

Não sei o que mais possa dizer.
Eu não sei o que mais possa fazer.
Eu não sei...Não sei...
Não sei o que posso ou não querer.

Uma estrela cadente eu vejo lá em cima, faço um pedido, e espero
Que me traga o que pedi, mas será que me ouviu agora que desapareceu?
A sua cor era minha favorita, era a cor da tua pele, do teu olhar,
Tinha a cor do céu azul e da noite negra, e ate da lua cheia, continha o brilhar.
Um mágico momento, um segundo de ilusão, quero a verdade e também esta sensação!

Não sei o que mais possa dizer.
Eu não sei o que mais possa fazer.
Eu não sei...Não sei...
Não sei o que posso ou não querer.

Mais uma pagina foi virada, e nas linhas mais perfeitas estas tu gravada,
Uma oportunidade falhada de te descrever, pois é impossível te definir,
Te conhecer, há tanto de ti que quero saber, que quero aprender.
La vai mais um ponto final, mas continuas em cena e a história continua,
Este conto de fadas que escrevo, é a verdade que tanto peço, nua e crua.

Eu não sei...Não sei...
Diz-me...que te posso conquistar...
Deixa-me sonhar e viver para te amar...
Mas eu não sei...
 
Conto de fadas!

Tempo, decisão e destino!

 
Como é que te sentirias com o mundo na palma da mão,
Com tudo e todos a teus pés mas sem amor dentro do coração?
Davas tudo para sorrir, se nada mais fosses ter?
Darias tudo para sentir só para de longe me poderes ver?
Será que entendo que querer não chega? Será que sei que tenho que lutar?
Perder tudo sem nada fazer, é loucura da mente, tenho que deixar o meu coração falar.
Agora olha para mim, deixa-me sonhar com o dia em que serei teu,
Dá-me vontade de continuar e encontrar a chama que desapareceu,
Angustiado com a minha vida, perdido sem estar contigo,
Vejo o meu fim tão próximo mas tão difícil de alcançar sozinho.
Entendo o que devo fazer e sei que te posso conquistar,
Gosto de ti com força e és tu que me vais levantar,
Não importa tudo o que já vivemos,
Cada segundo é precioso e não os devemos deixar passar,
Temos que os agarrar e não os deixar fugir sem antes os marcar,
Já tantos passaram e tão mal aproveitados,
Só temos que nos preocupar em mais nenhum desperdiçar.
Vejo o pêndulo do relógio a balançar e a contar,
Cada segundo que perco e sei que não vai parar,
É tão irreal ter a nossa vida cronometrada,
E só chegamos ao fim se tivermos um sorriso estampado na cara.
Bem podes gritar, berrar, saltar não importa,
Podes espernear, chorar, implorar não vai chegar,
Há muita coisa a ser feita e o tempo não vai parar,
A vida é tua, eu sei, e cada um tem que dela cuidar.
 
Tempo, decisão e destino!

O meu lugar!

 
Encontro mil desejos ao sentir o céu,
Linhas por entre nuvens que me falam ao ouvido,
E tento sempre ver o meu caminho,
Algo que não sei olhar mas que vejo sentindo.

Sigo caminhos desenhados por Deus,
Mas ora pintados por mim.
Não acredito em destinos,
nem tão pouco em estradas sem fim.

Como um poeta com dedos calmos,
Confio no papel com o corpo apaixonado,
E lembro sentimentos que me levam ao pecado,
Algo que acende como a aura de um anjo alado.

Por muita vezes a minha intenção não foi ouvida,
Lutei então para igualar a voz ao que escrevia,
Parei, descansei e ao setimo dia,
Vi o renascer de tudo o que já sentira.

Jogo com as palavras pela noite fora, e sem demora,
Gravo as minhas ideias apresionadas na memória.
Descrevo sensações com noções e lágrimas emotivas,
Escondidas, ligadas a emoções presenteadas com as vontades líricas.

Escolho as cores da minha vida que pinto com os dedos,
Sinto-me forte como 1000 rochedos,
Por isso, dou-me ao luxo de contar todos os meus segredos,
Construindo labirintos com telas e por elas caminhando sem medos.
 
O meu lugar!

Entre a luta e o sonho!

 
Entre tudo aquilo que eu fiz,
Tendo em conta tudo o que eu disse,
Escrevo agora em voz alta que ainda não sou feliz.

Os meus desejos fogem de mim,
Enquanto estas lagrimas me afogam.
Não é a Luz que vejo mas sim o meu fim.

Tento sempre sempre sempre escrever sem pensar,
Para me conseguir descrever nestas palavras
E não ter problemas com as letras e bloquear.

Eu gosto de muita coisa e muitas me fazem chorar,
Se algo me desilude eu levanto-me e sorrio,
Pois sei que lá em baixo eu não consigo lutar.

Toda a minha vida eu esperei por alguem cativante,
Esse alguem não chegou e eu cansei-me de esperar,
Foi então que percebi que de tudo estava distante.

Meu mundo tem tantas estrelas,
Meu cèu é grande e não tem nuvens,
E o meu coração é uma grande tela pintada com aguarelas.
 
Entre a luta e o sonho!

O porquê das minhas palavras!

 
Sinto-me perdido,
Nestes dois mundos
Onde me agarro à poesia,
Um é de verdade
O outro é de fantasia.

Ao duvidar do meu caminho
Sabendo que a magia não é eterna,
Escolho o verdadeiro,
Pois sem quaisquer mentiras
o meu mundo permanece inteiro.

Se falo o que sinto
Em nenhum dos destinos eu morro,
Pois o orgulho pode me ferir,
Mas se quero viver
Não posso ter medo de sentir.

A minha alma dá-me a força
Mas o ritmo vem do teu coração
Não me vês mas eu estou contigo
Juntos dá-mos vida a paixão
E separados ficamos em perigo
 
O porquê das minhas palavras!

Sem palavras, sem nada!

 
Sem palavras, sem nada,
Agora que não tenho nada, poderei dar valor ao que sinto,
Mas com calma, sem pressas, sem nada,
Com honra, mas sem destino, com um caminho
E não com um objectivo.
Serei sempre eu,
Eu, eu, eu, e eu outra vez,
Ate que me seque o sangue
E se morrer, morrerei de queixo erguido,
E não como um infiel á vida, não como um perdido
Vencido, não serei porque confio na verdade
Nego as mentiras com calma, sem pressas, sem nada
Tal como o vento faz, marcado presença sem se deixar ver
Darei o meu melhor a todos os que me merecerem ter
Mas agora, sem palavras, sem nada,
Escrevo ideias, pensamentos inaptos e talvez um pouco de certeza
Mesmo assim, sempre sem pressas,
Sem ilusões que a mim nada me interessam.
Faço-me ouvir, mesmo que por entre linhas,
Faço-me sentir, ainda que sem nada.
Um pouco de ar, um pouco de nada,
De tudo já tive e agora, outra vez, sem nada.
 
Sem palavras, sem nada!

Acredita na realidade!

 
Vivemos num mundo divertido, cheio de luzes de ribalta,
E a televisão fraca também participa na mentira pegada,
Mandam gralhas & corpos, é só mais um programa que nos falta,
Agora pensem na palavra e sigam os significados,
Não os percam de vista, não fiquem aí quietos, parados,
Juntos não separados poderemos ver a verdade,
Um abraço para quem ouve com a cabeça,
Cala o coração, pois só serve para complicar,
E a lógica real não se trata com sentimentos,
Trata-se de factos, realidades que entendes por pensamentos,
Agora faz-te ouvir, salta e grita bem alto,
Sobe a escada longa e não olhes para baixo,
É só um salto, e tu já estas tão perto,
E tão perto ficarás se continuares a acreditar,
Teremos a oportunidade de parar a loucura,
Mantém-te vivo por dentro & por fora, e lembra-te de respirar,
A versão é um ponto de vista do lado inverso da objectiva,
E a atitude dá-te o caminho e marca o compasso da marcha,
Então passo a passo actua contra a farsa,
Porque a vida tem um lado próprio de vitórias,
Que com atitude e perseverança lutamos e ansiamos,
E mais um dia vivo passamos, apenas, como gigantes por entre os figurantes,
Não percas o contacto visual, se olhares de lado faz de modo casual,
Aprende com Portugal, tanto mar por ai criado por lágrimas de sal,
Atento no fim, no objectivo de lá chegar e ser o único mas rodeado,
Pelo people desanimado, que busca em ti a liderança,
Não mostres medo de agir pelos 5 minutos de fama,
Agora levanta essa cabeça, vai á guerra, concentra-te na trama,
Descansar é a noite e sempre sozinho na cama,
Há muita coisa a ser feita para tirar o poder a quem abusa,
E será feita justiça se continuares assim com tusa.
 
Acredita na realidade!

A mulher!

 
Por seus olhos gosto tanto dela,
Perante algo tão divinal, a sua cor,
Tal e qual a uma imperatriz, tão bela,
E de letal tem o seu ser tanto amor.

Suave, lentamente e agil
Na sua força total a nada se compara
Um corpo, uma obra-prima tão fragil
Quando ela fala, meu Céu pára

Faz da ousadia um ritual,
Algo de ternura que quer mostrar.
Dá uso a um sorriso sem igual,
Como um mistério para advinhar.

Cheia de significados que se intensificam,
Foi criada por Ele, a mulher tão pura,
Em seus diferentes mundos em que lutam,
Só rivaliza Picasso com sua pintura!

____________________________

esta é a minha dedicatória á Mulher!
espero que gostem.
 
A mulher!

Feiticeira!

 
De que mundos estranhos
Ou de que estrelas distantes
Vieste tu, feiticeira
De cores brilhantes

De que história inventada
Ou de que prosa despida
Vieste tu, feiticeira
Dar sentido a minha vida

De que prado impostor
Ou de que estrada prometida
Vieste tu, feiticeira
Causar-me tanta dor

De que atmosfera de que mar
De que conto de que poesia
De que oásis de que lugar
De que ilusão de que magia
De que estrada de que caminho
De que varinha de fada
Vieste tu, feiticeira
Enternecer-me de carinho

________________________________________
Escrevi este poema inspirado na musica de Luis Represas - "feiticeira"
espero que gostem
 
Feiticeira!

Tudo o que sei!

 
Eu não sei
que mais posso fazer
um dia mais
Outro dia menos
uma incerteza sem jurar
uma paixão sem sentir
sinto que me perco
assim está o meu coração
a dormir

E eu não sei
que mais posso falar
um dia um sorriso
outro dia sem olhar
um momento de paz
sem dormir
um sentimento de dor
sem desistir
quero ter teus braços
esse teu cheiro em mim
mas leva-me devagar
sem cair
não volto atras
não quero sair

E eu não sei
que mais posso querer
um dia veloz
outro dia bem lento
sempre pensando
em te ter
sempre prazer
ao te ver
belo o corpo
que beijo
belo o olhar
que desejo

E eu não sei
que mais posso pedir
um dia sol
outro dia lua
um espelho para a vida
um reflexo de ti toda nua
amor paixão
desejo amizade
de ti só me interesa
não mentira mas verdade
 
Tudo o que sei!

Um outro mundo!

 
Um dia vai haver, um mundo só meu,
Um mundo plano, um mundo para mim,
Onde ninguém se esconde nem mente,
Eu quero assim, um pedaço de céu só para mim,
Estrelas pintadas, um fundo preto de outra cor,
Um raio de sol, uma nuvem eterna,
Um arco-íris real que me faça esquecer a dor
Que me ponha a viver, que me faça lembrar,
Como é bom voltar a amar,
Como é bom respirar e ter,
Alguém como nos sonhos para me abraçar.
 
Um outro mundo!

Palavras do passado e do presente!

 
Revivo os erros do passado,
Onde o meu coração sangrou.
Cada lágrima que chorei,
E todas as que vou chorar,
Caem de mim como a chuva de Noé,
Mas comigo ainda não passou.

Não te tocar, não te falar,
Nem te ver,
Só ajuda o meu diluvio a aumentar.
Não te abraçar, não te beijar,
Nem te ter,
Só deixa o meu passado contigo viver.

Agora são erros atrás de erros,
Não encontro o meu lugar,
Estou perdido por não saber mais amar,
E por não conseguir lutar.
Mas por mais que me sinta no inferno,
A minha alma, eu não vou sujar.

Queridos amigos eu vos amo,
Vejo em vocês o mergulho da felicidade.
Todos os maus momentos,
Aqueles em que vocês me apoiaram,
Eu vos devolvo a amizade em dobro
Sempre que dela precisarem.

Hoje sou o que não fui no passado.
Forte, emotivo e pela vida apaixonado.
Sinto os caminhos de solidão que Deus me tirou,
Nas veias que viajam pelo meu corpo,
E creio sentir no coração, os novos passos
que Ele só para mim criou.

__________________________________________

Este é um poema, digamos, em estado bruto, ou seja, fui escrevendo o que sentia sem procurar as palavras.
Por mim esta acabado, mas acredito que todos os poemas têm de ser tratados. um dia faço isso.
Desde já obrigado por terem lido.
 
Palavras do passado e do presente!

O fim de um sonho!

 
Desço a rua pensando em ti,
Imagino-te nua, sorrindo para mim.
Desejo a tua pele,
Mas não me toques,
Eu quero é viver,
Não preciso desse teu mundo,
Não me tragas mais dor,
Não digas mais nada,
Procuro amor,
Caminhando pela estrada.

Não compliques,
Não me faças chorar,
Quero-te longe não te quero mais amar.
Não me sigas, não!
Não me olhes, não!
Não me toques, não!
Não digas mais nada,
Deixa-me ter,
Uma boa memória de ti,
Não quero ser mais teu, não!
Não me faças apagar-te em mim, não!

Serás sempre assim,
Um ser que desperta em mim,
Tudo o que não quero acordar,
Cada pedra do caminho tem uma imagem de mim.
Pensando em ti chorando por mim.

O som de cada lágrima faz-se ouvir a minha volta.
Desaparece do meu mundo por favor diz que sim,
E então poderei ter um pouco de paz,
Poderei dormir sem demorar,
Sem angustia, sem ansiar,
Por uma mundo melhor,
Onde não sofro, nem te sei de cor.

Não venhas comigo,
Não me faças correr,
Dá-me o tempo que perdi contigo,
Não me faças morrer,
Não quero ser mais teu,
Não me faças apagar-te em mim,
Tu me queres e eu não,
Larga, deixa a minha mão.
Não quero esse teu perfume,
Não quero mais esse teu beijo,
Deixa-me partir e talvez ser feliz,
O que sinto por ti?
Não queiras saber!

Como podes ser tão cruel,
Quando sabes que sempre te sonhei ter,
Sou aquele que te odeia,
Aquele que te amou mais do que devia,
Sou aquele que te queria,
Durante a noite,
E durante o dia.
 
O fim de um sonho!

O depois!

 
Como um segredo no meu caminho
Voltei ao passado
E mesmo a chorar por estar perdido
Agora sou eu que mando no meu destino

Dono de sonhos que ignorei
Pedaços de arco-íris sem cor
O meu mundo, numa estrela cadente
Mas como um fogo vermelho e ardente

A dor desta viagem, passagem pela vida
Um silêncio tão alto de se deixar ouvir
Como uma onda do mar criado por lágrimas
Acendo as palavras para as poder sentir

Um poço sem fundo mas lá no fundo eu vejo
Uma porta aberta para o lado magico
Eu quero o céu azul, o descanso eterno
Com sol ou lua, levem-me deste Inverno
 
O depois!

O mundo como um amuleto!

 
Com ondas suaves entre uma ou outra selvagem
Se cria o som épico que me enfeitiça,
Algo de magico acontece…
Abraço o medo sem medo ter…
Algo que me faz ganhar coragem.

Mesmo com olhos vermelhos,
Ate com fogo na alma,
O seu horizonte tão forte em mim,
Abrando, e então sinto só calma.

Se tal força me dá sorte,
Este mundo é meu amuleto.
Força astronómica que gira a meus pés…
Neste sitio que me faz forte.

Perante tanta história eu me rendo,
Tantas lágrimas já choradas,
Como a cada paixão já derramada,
Pela sua corrente forte ou uma onda não esperada.

Para existir algo tão simples como terra
Foi criado seu equilíbrio na forma mais fogosa…
Essência que me cativa somente pelo seu som.
Seja símbolo de amar ou lágrima no fim do conto,
Perante tal força me entrego nesta prosa.

O pesadelo morre e nasce um amanhecer diferente
Sentindo ate na pele sua brisa leve e inocente
Ao abrir os olhos, sua luz reflectida me persegue,
Ao fechá-los, sua imensidão me engole,
E fico então a rezar para que não me renegue.
_____________________________________________

É façil a interpretação deste meu poema. mas para aqueles que não entenderam este poema é um didicatória ao Mar pois eu amo esse lugar onde me sinto calmo e forte.
 
O mundo como um amuleto!

Dois mundos e eu sozinho!

 
Ao vaguear pela ruas só penso em ti,
Criando um historia de amor,
Do principio, com um meio e um fim.
Cada segundo teu, passado comigo,
Cada olhar meu, passado contigo.

Lembro-me e reinvento o nosso tempo,
os nosso segundos, os nossos momentos.
Ora sorrio, quando imagino teu olhar,
Ora sem um sorriso, e então paro de sonhar.

Se amar doi tanto, e esse tanto demora tanto a passar,
Porque é que Deus nos ensinou a amar?
Porquê sofrer e chorar, pelo melhor dos sentimentos?
Por quem nos toma Deus? Achar que queremos viver,
Deitar e acordar com tantos tormentos?

Teu corpo eu desejo, e por tua voz eu anseio.
Não sei mais o que é a realidade,
Nem de mentira nem de verdade,
Teu desprezo eu nego, e tua indiferença eu odeio.
Estou preso num mundo sem magia,
mas vivo entre a ilusão, e a desilusão
acompanha-me, dia após dia.

Como é que algo tão belo,
Pode enganar uma ideologia?
Ja pude dar e não dei,
E agora sou eu que peço,
Mas que raio de ironia.

Tanta gente á minha volta,
E tu em lado nenhum,
Ou os meus olhos ficaram cegos,
Ou não temos mesmo nada em comum.
 
Dois mundos e eu sozinho!

Meu mundo vazio!

 
Se sentisses o que eu sinto,
Se chorasses tanto como as minhas lágrimas,
Verias que só eu poderei ser teu,
E talvez assim ouvisses as minhas palavras.

Se algum dia tu perceberes,
Se desejares tanto como eu,
Saberás pelo o que eu passei,
Mas não sentirás o tanto que me doeu.

Para terminar cada sílaba com uma rima,
Escolho bem as palavras,
Pois quero que te lembres deste poema,
Para chorares rios com 1000 águas,

Se soubesses o quanto te quero,
Se soubesses que por ti tudo faria,
Me darias uma oportunidade,
Para te conquistar de novo a cada dia.

Se me desses algum valor,
Se me visses como um pretendente,
Sorririas ao que te iria dizer,
E não me fecharias neste inferno quente.

Agora escolho cada momento,
Cada segundo que juntos passamos,
A olhar, abraçados ou a nos beijarmos.
Sei que nada disso irá voltar,
Pois tudo isso foi lá trás no passado,

Mágoa, que não desaparece,
Desejo, que não se apaga,
Saudade, que me faz chorar,
Amor este que sinto não acaba.
 
Meu mundo vazio!

Michel Carvalho