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Poemas, frases e mensagens de Euclides

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Euclides

AMANTE

 
Ainda mesmo que apenas um, sou dois.
Sou parte amigo convicto
E parte amante anônimo
Sou teu pra te lembre de você
Embora não amante por destino, sou amante por caminho.
Mesmo e, contudo não sendo amante ainda seria poeta das tuas formas.
Seria sempre escritor das suas linhas simétricas.
Se ainda assim você não existisse te inventaria, como amor ou como amiga.
O que acontece é que não sei, e sei por que te desenho.
Se fosse pintor farias da sua imagem telas, mas não tenho o dom das cores.
Por isso então te rabisco em meio a palavras.
Rabisco em papeis que tomam sua forma.
Suas linhas são poemas sem um ponto final.
 
AMANTE

Solidão

 
Amo a solidão destas cafeterias vazias,
Nestas em que esperamos com toda saudade do mundo
A presença de alguém que não existe
Onde a única companhia é o café quente o papel e a caneta.
Minha solidão esta ao lado, me olhando escrever.
Fica de pernas cruzadas, sempre olhando o nada.
As vezes sente minha falta e me abraça
E acho que estou me apaixonando por ela
Ela que nunca esperei, foi a única que sempre esteve comigo
A única que ama minha presença
Que me abraça com a saudade de um milênio
Minha solidão tem cheiro de café.
Tem o barulho do vento ventando e tem a cor do invisível
Minha solidão gosta dos lugares vazios,
Por isso escolheu meu coração.
Aqui ela mora e as vezes me deixa.
Se queixa quando me apaixono por outra.
Mais o coração do poeta não tem jeito
É da solidão e de todas as mulheres
Ao mesmo tempo.
 
Solidão

Perdão

 
Perdão!
Perdão!
Perdão!
Mil vezes peço perdão, pois trago na mão suas cartas,
Descartadas deste coração que proscreveu seu amor.
Não carrego mais tuas raízes, teu orvalho nem teu apego.
Agora és somente minha gérbera, meu desamor, meu
Antigo amor, meu passado amor, meu amor prévio,
Antecedente, primário, meu amor de ontem, de antes,
E de um dia e de nunca mais.
És meu “foi” e “EX” meu “ERA”, não mais o hoje,
o agora, O “É”.
Perdão por trocar suas pernas, seu perfume teu colo,
Mais acontece que amo as mulheres, e fui escolhido
Pela mais doce de todas.
 
Perdão

DAS PALAVRAS ESCRITAS PELA BOCA

 
Agora eu escrevo com a boca,
Rabisco umas palavras pra você.
Se apagará o que escrevi se eu ficar mudo?
Se minha boca assovia já fiz letra e melodia.
Não fique triste .. não!
Não vou deixar meu acordo intimo com o lápis.
Só vou te rabiscar umas palavras baixinhas,
Iguais aquelas escritas no rodapé do caderno
Torcendo pra folha não acabar.
Vou te assoprar, mais não se assuste.
É só pra sair os farelos de borracha
Pronto agora a página ta limpa.
Acho que vou te amassar mais não
Vou jogar fora não
É só pra você caber no meio das paginas de um livro
O meu livro do Quintana!
Aquele que escrevi varias vezes nos seus ouvidos
Baixinho como se fosse uma escrita intima.
Nossa!!! A folha da memória não acaba nunca.
Minha cara amiga, vou ter que apontar as idéias.
Não posso rabiscar qualquer coisa com a boca.
As palavras são escritas à caneta.. não se apagam!
Se passarmos corretivo só vamos afundá-las no papel.
O melhor mesmo é só dizer poemas, pra poder viver
A vida assim como um romance de Shakespeare.
A folha da vida e muito delicada não concerta borrões.
 
DAS PALAVRAS ESCRITAS PELA BOCA

Fremito

 
Bela como musica e poesia
Dos momentos molhados tenho seu corpo e espuma.
Do meu corpo duro até suas mãos cegas,
Restam suspiros de desejo sem palavras.
E assim quanto mais macio teu corpo me tem,
Mais o amor vira fogo em ternura.
Depois a lâmpada macia,
Depois as cigarros beijados no cinzeiro
Eis teu corpo nu a refletir o amor no espelho.
Eis tuas costas beijadas, o palor dos teus seios na hora extrema
E teu beijo que me cega, tua língua que escorrega um poema.
Assim como tuas pernas que me pegam,
o teu intimo me eleva a dores puras
assim com teu corpo de candura
que assanham minhas mãos que gritam cegas.
E de querer tua vulva de amargura
É que afago esse desejo ânsia tua
Dos teus gemidos de vontade que perjura
A tua pele que ante a mim soluça nua.
 
Fremito

Minhas Mãos

 
Pronto..
Te dou minhas mãos pequenas e simples
Minhas mãos que a pouco eram,
Apenas do papel e da caneta.
Sim... São meio desajeitadas elas.
Mais são minhas e são tudo que tenho
E as estou dando a você.
Acho que ultimamente elas não têm mais me obedecido,
Não escrevem o que peço, e só insistem em te escrever recados.
Acho que elas ficam meio vazias sem as tuas mãos.
Então o que faço delas?
Bom agora elas são suas, faça você delas o que quiser!
A caneta e o papel não escrevem mais poemas de amor.
Ficaram com ciúmes de você e das tuas “pequenas”
Ah que triste!
Minhas mãos não querem mais folhear os livros de poemas.
Agora elas só esperam... Paradas esperam.
Querem dançar cirandas com as tuas,
Querem brincar de espelhos de mímica, se perder uma nas outras.
Hora ou outra ela toca em uma flor e se confunde a pensar que é você.
No momento elas andam tristes nos bolsos, pálidas e meio frias...
Sempre quietas a esperar um sinal das tuas.
Mais quando surgem tuas mãos entres as minhas, tudo se encaixa...
E as minhas mãos se enchem de oração, rogando pelo calor das tuas.
E tudo se adormece, vira sonho, vira arco-íris, vira seda.
E elas ficam feitas bicho Souto no mato.
Livre no seu imenso quintal,
Feito folha voando na brisa.
Perdidas na imensidão da beleza
Felizes como borboletas em um campo de flor.
E pronto... São suas
 
Minhas Mãos

MORENA MULHER

 
Desvelo Morena...
Era cuidado a lua te mirando, tão alta e branca
Afoita na penumbra de suas noites taciturnas.
Noites de copo cheio e de amores vazios
De rosas desfolhadas, coração nodoso.
A lua te velava morena...
Tua boca grande, agora vazia,
Roia migalhas de amores mordidos.
Um cigarro jazia em seus dedos queimando o tempo
A bruma era teu véu, tua capa de noite.
Só a lua te possuía morena!
Só a noite...

E de súbito acendeu-se a chama
E teu peito se abriu, nu e grave.
A alma acesa em floral,
A luz brotando dela
O seio eriçado, a boca morna e úmida.
De repente o coração transborda.
É o amor que chegou morena.
Chegou a prima vera...
Hoje a lua vai minguar.
Vai morena!
Vai coisa minha!
Quem ama vive sempre nas fases da lua.
Vai morena!
Vai cheia como a lua, nua no céu.
Amar é um eterno sofrer por bem querer.
Quem ama não para de sofrer.
O amor dói mais vale apena.
 
MORENA MULHER

As Razões do Amor

 
Menina
Pequena do vento, da inocência.
Aqui está seu poeta,
Mais uma vez pra te poetizar
Pra bendizer esse falso amor de poeta
Que não tem fim nem meio.
Pra motivar as varias razões
Desse amor explicado.
Pra simplesmente amar
De todas as formas que o amor pode ter.

Te amo pela sua síntese,
Pelas tuas mãos , por sua diferença
Te amo pela marcas de sol em teu corpo
E pelas varias caminhadas sem rumo.

Te amo pela tua raiva
Ou pela ausência dela
Te amo por tudo que você foi
E pelo que tenho medo que seja

Te amo quando se afasta
Ou quando me julga
Te amo pela sua historia
Pela sua luta, pela sua vitoria
Te amo por que não sei te odiar
E porque não quero.
E porque te amaria
De qualquer forma do avesso.

Te amo por amar outra,
Por não me amar
Te amo por ser mulher
A melhor de todas elas.

Te amo pelos teus pelos
Pela tua língua,
pelo teu sorriso fatal
Te amo pelos teus sonhos,
Por tua roupa, por teus cabelos,
Mesmo estando sempre despenteados

Te amo por tuas decisões
Por tua teimosia,
Por tua persistência.

Te amo por teu estado de graça,
Por tua luz, por tua raridade,
E te amo quando me decepciona,
Quando me ignora ,
Quando me esquece.

Te amo por não saber ser diferente,
Por não mandar em mim.

Te amo por você menina,
Por você mulher,
Por suas cores, por seu preconceito.

E te amo pelas palavras,
Por onde te desenho,
E pelas estações do ano,

Pela chuva, pelo frio,
Pelo sol, pela manhã,
Pela lua.
Por tua ausência,
Pelos teus carinhos,
Por multiplicares o universo.
Por me dividir em dois,
Por me matar todo dia
Quando não te vejo.

E te amo quando você dorme,
Quando você cala,
Quando você me surpreende,

Te amo quando você canta,
Quando toca sua flauta,
Quando me faz cócegas.

Te amo quando você chora,
Quando fica triste,
Ai te amo mais ainda.

Te amo quando você malha,
Mesmo nunca tendo te visto malhar.
Te amo quando você ri,
Quando você se perde,
Quando se complica.

Te amo quando você ama
A tudo e a qualquer um.
Te amo quando você confunde,
Quando você me poda.

Te amo quando você me inspira,
Quando você puxa meu cabelo,
Quando me morde.

Te amo quando não tenho mais saída,
Quando a única saída é você.

Te amo quando você escreve,
Quando você lê,
Quando ouve.

Te amo quando você vira poesia,
E quando segura minha mão como criança,
Quando aprecia a lua.

Te amo no pôr-do-sol,
No nascer e no meio dia.
Te amo na noite, na madrugada,
No segundo que me escapa.

Te amo nos livros que leio,
Na rosa da manhã, no cappuccino.
Te amo nas arvores,
Nos parques... nas borboletas.

Te amo porque esse amor meu de poeta
Não é amor de carne, nem tão pouco
Paixão de sexo. Não é amor de homem....
Esse amor é amor de bicho, amor de planta....
Amor de amigo... aquele bem chegado.. que cresceu com você
Que riu , que sonhou seus sonhos, que amou seus amores,
É amor de alma, aquele que se entrega a natureza.
E todos não entenderiam esse amor.. Exceto VOCÊ!
 
As Razões do Amor

Coração de Papel

 
Meu coração é feito de papel.
tem a sua letra marcada a caneta.
Meu amor!
a caneta não apaga nunca!
teu amor não foi a lápis,
nem preto e branco.
Teu amor foi pintado a giz de cera,
e guardado junto aos poemas de Neruda.
E nas manhãs que o sol arde em meu rosto
e as flores insistem em trazer-te ao nariz
leio no coração a historia do teu riso.
E ainda me parece que os dias,
são feitos de papeis de cartas,
escritos por tua letra exclusiva no papel.
Fique com o perfume que tuas mãos arrastava
em mim quando me marcava com sua escrita única.
Fiquei com os borrões de quando tuas mãos erraram.
Coração... minha folha é delicada,
não pode escrever qualquer coisa.
Escreve-me então um desses poemas
Que me contam a inocência dos teus olhos.
E se me olhar, e reconhecer-te nas palavras,
É porque tenho o coração de papel.
 
Coração de Papel

ALMA

 
Smack... Um estampido e tudo começa
Uma na outra em uma deliciosa dança
Ambas nuas a começar o ritual santo

O atrito esquenta a fúria, e a dor se faz bem vinda.
E como se escondesse o sacrário, o tecido se rasga.

As mãos famintas a te desenhar como um cego
Em ritimo intenso como um escultor em sua obra
Levemente em cada curva, cada detalhe escondido.

Boca com boca, pelo com pelo num sincronismo alterno.
Em um sabor eterno de dedo macio, e fêmea no cio.
Em desmaios de pele molhada e sussurros mordidos

O desfecho é esperado...
E em um ápice explosivo como se as peles molhadas flutuassem
Os corpos vomitam a alma.
Em um ofegante recomeço nasce uma nova luta

Esse é o delicioso vôo... O gozo do corpo e alma.
 
ALMA

Darling

 
Tenho por você é esse amor
Com aroma de fruta fresca
Essa calma doce, feita
Como flor de maracujá

Quero comer-te a boca
Como uma fruta fresca
E incólume provar
O sabor da tua língua nua

Do norte ao sul em desatino,
Quero contornar sua geografia
Em cada curva pela poesia desnuda

Tem é qualquer coisa como o poente
Que na infinita repetição dos dias
Mantém-me de olhos fixos e coração ardente.
 
Darling

Poema sem Nome

 
Penso sempre em você,
E nesse momento você esta comigo!
Que vontade de gritar poesia em seu nome,
Mais da minha boca pobre só lhe sai “Eu te amo”.
Como queria ter suas mãos languidas meu amor.
Como queria minha boca úmida na sua pele eriçada.
Minha língua na tua língua cálida.
Quero fazer do teu corpo minha casa, meu silencio.... meu segredo.
Por quem passou tua nunca tão pura quanto a vejo?
Que mãos tocaram as suas, e que deixam tão tímidas as minhas?
Meu peito anseia pelo teu abraço minha urze,
Minha pela quer tua pele, tua cor furiosa.
Me fiz teu, pra te lembrar de mim na hora extrema.
E essa luz que agora entra pela fresta da janela,
Vem me trazer teus olhos junto ao cheiro de flor.
Meu amor, você me deixa o coração sambando quente,
Vem dançar no meus braços vem?
Minha alma pede a tua como o grito de um desesperado,
Tua voz chama meu nome no escuro...
E eu vou amor!
Vou porque a escuridão a teu lado é só uma sombra,
E você brotou da roseira perfumando minha alma vazia.
E hoje você mora no meu peito...
E teu nome mora no meu nome
Tua cor tem a minha cor,
E dividimos a mesma vida com um acordo intimo.
Por isso sou teu e és minha,
Por isso o amor é nosso.
E nós...
Somo o AMOR.
 
Poema sem Nome

Rua sem saída

 
Adoro contemplar a solidão dessas manhãs de prima-vera
Ficar olhando esses passos largos nas ruas,
Sempre apressados, alienados em busca de não sei o que.
E esses carros gritando em meus ouvidos?!
Queria morar em uma rua sem saída...
Ah meu Deus eu queria morar mesmo é no interior.
Pra ficar contemplando a manhã, tão somente a manhã
E ficar sozinho, só eu e a companhia de um livro de poemas.
Sozinho com os quintanares ...
Ficar contemplando o nada, contemplando as folhas caídas no chão,
A sombra fina do sol da manhã.
Me perder nos Ipês nas cerejeiras,
Queria Lavar a alma no vento!
Queria acordar cedo pra ver teu rosto com marca de travesseiro
e te fazer um verso de amor toda manhã pra te dizer bom dia
Queria morar só em você...
Que vontade de voar para o seu lado Ana.
Que saudade da casa que fiz nos teus braços
Queria estar ai pra gente brincar de preguiça
E deitar olhando pro céu a rir de tudo e nada.
Saudade do teu sorriso quente das tuas mãos finas.
Ah como você é mulher!
Como você é natural e simples sem essas modas das mulheres de hoje.
Que falta me faz a dança dos teus cabelos,
a timidez das tuas mãos entre os joelhos.
E de como você cheira a arco-íris quando nos abraçamos e respiramos junto.
Queria morar em uma rua sem saída... e ter você!
E te acordar com café na cama, com torradas e um copo de leite.
De ficar te cuidando escondido, quando você cuida das flores!
De te amor só pra mim!
Queria morar em uma rua sem saída...
Queria você..
Eu queria Agora!
 
Rua sem saída

Não me negues

 
Amada,
No seu beijo eu beijo o infinito
Sua boca é uma cama macia,
Onde dorme meus beijos moles.
Seu corpo é uma inteira melodia
Pra se ouvir baixo ao som da cama
No meu peito o coração soluça quente
Proclamando o grita eterno de quem ama.
E quem provou teus beijos inocentes,
E guardou seu rio de cheiro pela cama?
E quem dentre os amantes não provou,
A loucura do instante eterno que ascende a chama?
Eu quero a chama meu amor!
A chama eterna que não se apaga com a cama.
Quero a pura essência do amor,
E quero o fogo destes corpos que ao coito clama.
Pois onde no universo, dois amantes, dois corpos
Querem só um único instante ?
Eu quero todos com você.
Eu quero agora, eu quero ontem, eu quero amanhã.
Não me negues mais nem um segundo.
 
Não me negues

TQM

 
***
Te quero
São duas palavras que se soltam da minha boca
Que não se calam, e saem com grande amor pra você.
Todas as palavras são cheias de seu nome
E todas as cores são cores dos seus olhos
Tudo é belo, e toda beleza é beleza que emana de você.
Assim é o sorriso em teu rosto
Assim é a primavera em você
Assim te vejo, e te sinto como febre.
Bela é a sua luz, é a luz que eu busco.
É a luz por onde quero caminhar
É o aroma que quero sentir
Não há nada como o aroma do teu corpo
Não a nada como suas mãos, como teu pescoço.
Guardo tudo de você
Guardo teu rosto e tuas palavras que nunca ouço,
Mais que caem em mim como gotas de chuva
Como quis ter seus pés, sua boca, sua cintura.
Quantas vezes desenhei a linha do teu corpo
É a mais bela de todas
Te quero do pé a cabeça, de todas as formas.
De tudo serás o sempre
O meu amor no infinito presente.
 
TQM

Rastros

 
E agora?
Onde estão os copos vazios?
E os cigarros apagados em pontas onde estão?
Cadê teu cheiro na fronha do travesseiro?
Onde estão teus fios de cabelo que ficava na escova sobre o espelho?
O lençol amassado tem a forma do amor, e cadê teu corpo?
Cadê você, cadê os papeis de bala, as marcas de dentes, os restos de beijos nas golas das camisas?
Cadê?
É o amor que foi embora?
Cadê o amor?
Cadê teu suor que escorria dos teus seios ao meu peito nu?
Cadê o mel que descia do teu púbis e me alimentava?
Onde estão os incensos queimando, as toalhas molhadas, o dorso sobre a cama?
Onde o amor se escondeu?
Nas flores secas de ontem, nas camas vazias, ou entre as folhas em branco onde guardam poemas que não existem ainda?
Onde?
Entre os cabelos de uma senhora, ou entre o bater de palmas de uma platéia?
Será que entre as pernas de uma mulher que arde em fogo?
Ou será no próprio fogo?
E onde está você amada?
Onde estou que não estamos juntos?
Quem sou eu sem você, pergunta que não se cala?
A realidade amada é que sou um homem de perguntas.
Só tenho perguntas nas folhas secas do livro da minha alma.
Mais quando você surgiu, você foi a resposta.
A resposta de uma alma cheia de duvidas.
E então meu coração pulsou em paz,
A agora só uma pergunta me resta.....
Sem você pra que viver?
Pra que?
 
Rastros

VEM FAZER POUCO DE MIM

 
Meu amor, quando se cansar desses
amores urbanos, vem morar no meu interior.
Vem que te preparei a cama em meus braços
Ta tudo pronto pro teu corpo quente, pro teu sono.
Vem dormir comigo!
Deixa-me ler teu corpo até dormir no teu colo.
Vou me desmontar pra você fazer de mim o que quiser
Acho que você bordou em mim seu sorriso,
bordou os caminhos que suas mãos fizeram
Deixa eu mergulhar nas tuas pernas,
deixa nosso corpo dar nó.... Vem fazer pouco de mim!
Vem que o sol não vai mais acordar,
Vem que vou brotar das suas pernas
Versejar-te sussurros mordidos pra dizer que te amo
Vem meu amor... Vem que é tempo de amar!
É tempo de trazer a alma à tona,
E de viver nesse eterno coma do amor.
Vem me maltratar com sua sede com sua pressa,
Vamos sofrer de amor, por amar tanto e eternamente.
Vem fazer pouco de mim...
Vem que quase morro no intervalo da tua presença.
 
VEM FAZER POUCO DE MIM

Poema Voluptuoso

 
"O mel que escorria da pele trepida e uníssona
Fora antes sugado pela boca que eriçava o intimo em busca do êxtase da carne.
A língua úmida roçava constante as pernas abertas em infinito.
Beijos quentes contornavam a púbis
As luas se acendiam queimando em brasa o corpo branco.
A razão está ausente.
Os corpos molhados se rendem a trepidação da carne.
As almas exalam o perfume do desejo em fúria.
A boca calada esconde os gritos...
A boca morde, lambe, beija... escala o corpo na ânsia de possuir a mulher beijada.
O falo pronto a penetração ante a vulva que o consome.
O corpo se entrega
A alma se entrega
O homem se entrega
Os corpos se fundem e o mel derrama
O êxtase liquefazem os corpo no frêmito da carne
Os corpos se engolem.
Esta pronta a fusão divina dos corpos que ansiavam a morte um no outro
O desejo se evapora na fumaça de um cigarro.
Tudo morre em cinzas.
Mais e a fênix?”
 
Poema Voluptuoso

ESTRELA

 
Debaixo do céu infinito,
Por entre os vaga-lumes de pisca-pisca
Meus olhos caiam sobre você
Como as estrelas cadentes no céu

Se o céu tivesse nuvens,
Encher-se-ia da história de nos dois.
Aquelas historias que fiz em quadrinhos
Que só aconteceram mesmo nas nuvens

Neste céu infinito,
Te dediquei um poema
a cada estrelinha que eu via.

E aquela noite nunca passou...

Assim como estes poemas de estrela,
Que te dediquei até sumir
a ultima estrelinha do céu
 
ESTRELA

DOS AMORES QUE NÃO CONHECEMOS

 
Minha poesia esta nua como a fruta em cima da mesa.
E é tão saborosa como a polpa que se esconde no fruto
Mais para quem é ela ... a poesia?
Eu escrevo pra ela!
Ela que está por ai se perguntando por mim.
Ela que talvez ame assim como eu, a moda antiga.
Minhas palavras são todas suas,
Amo-te hoje antes mesmo de te conhecer.
E o que veio antes de ti foi ensaio.
Te amo baixinho enquanto você não chega
E amo tão intimamente que te faço
Juras de amor em segredo.
E agora começo a entender
Porque todos meus poemas saem de amor.
 
DOS AMORES QUE NÃO CONHECEMOS