EGOCENTRISMO
EGOCENTRISMO
(03/05/2015)
Augusto Cola
Minha dor é de parto
Só que não nasço
Dou nó no rabo do lagarto
Sou pior que inferno
Só que não ardo
Ando de terno
E de você ando farto
Destruo o que faço
Encolho no canto
E me armo
Veneno não falta
Falta vergonha
Orgulho em alta
Sobra peçonha
Muito cuidado
Eu mato
Dragão das Trevas
Dragão das trevas,
Da ganancia que se banha em sangue;
Do próprio sangue
Do ventre que a concebeu,ingrata filha
Que amaldiçoa a própria familia
Górgonas,
Que em sua própria podridão de átrios,
Em pedra transformaram
Por toda eternidade,
Dos poucos anos que as resta
A maldição se perpetuará
Besta da babilônia,
Que engana os céus,a terra e o ar
A minha fúria é sincera e justa, nunca se irá chafurdar
Em teu vinho de depravação,
Em tua luxúria que nunca te trará satisfação
Que o tempo seja a tua justiça,
E teus frutos a tua recompensa
Porque plantaste ódio,desafeto e tudo o que é fruto do inferno
Colherá lágrimas de sangue,
Oh existência mais vazia que imensidões de buracos negros
E mais perturbada de todos os sete infernos
Donos do futuro
Tolos medíocres e as suas promessas não cumpridas,
Vivemos em um paradoxo infinito,
Aonde colocamos os bens materiais a frente das pessoas,
Os sonhos do manhã são frustrados por aqueles que tem o poder do capital,
Detentores do apocalipse, sacramentado pela besta sacrifical.
Donos do futuro obscuro que assola esta existência,
Serpentes esguias que rastejam sobre a podridão desse mundo,
Devastadores desta Era, monstros que corrompem os mares,
Iludem a todos, corroem as vertentes deste mundo podre.
Sonhos fúteis das masmorras esquecidas,
Tais masmorras feitas para privar a humanidade da verdade,
Seus prisioneiros estão selados numa pedra,
Com os seus desejos corrompidos por aqueles que têm a palavra.
O suicídio vem em noites frias,
Pois este paradoxo infligira às leis carnais,
Silenciando-nos o raciocínio,
E mascarando as verdades que nos resta...
(Niaxe Augusto)
Já Passou da Hora
verso a verso
vou fazendo meu mangue
marcado com um sentimento
que pulsa no sangue
corre livremente pela hemoglobina
indo e saindo do coração
invade-me os pensamentos
e logo percebo a minha sina
arde em fogo, queimando
o meu nó na garganta
solto um grito descomunal
porém, não ajo mais como tal
eu sei, nós somos iguais
só você não quer acreditar
que, um dia, você entende
por que eu não quis escutar
não é muita novidade
formigas entram pelos pés
e saem pela mão
mas, quem é você sem um chão?
quando você sentir na pele
a falta de alguém
verá o buraco
que vai mais e mais além. sz
Mesmo querendo, eu não vou me enganar! | Escrito por mim no dia 22/11/2025 em Brasília-DF.
Desdém
Se tu achas
que não me destes
o que eu mais queria,
então te digo
que de ti eu tomei
muito mais do que podia!
by Warmien
UM POEMA PARA TI...MULHER MALDITA
Ary Bueno [ O Príncipe dos poemas e do amor ]
Como eu queria, nunca ter te conhecido
Gostaria, que a mim, jamais procurasse
Tu que faz, com que eu chore entristecido
Queria, que Deus, nosso encontro evitasse
Tu que não tem piedade, em teu vazio olhar
Semeias, tanta dor, és uma mulher maldita
Por onde passa, ninguém quer a ti vir a amar
Sua sina, sera carregar, sozinha, esta sua desdita
Sem ter um leito, para repousar, sem carinho
Sem calor, sem um sorriso para a ti alegrar
Sofrendo a mais negra solidão, neste caminhar
Tu, que jamais terá um aconchego, em seu ninho
Por ti, se sumires, ninguém haverá de chorar
Sai deste mundo mulher, abandones tua sorte
Aqui jamais terás amor, ninguém te quer achar
Todos, se revoltam ao chegares, senhora Morte...
Pena De Você
Sim, eu te ouvi, escutei suas merdas
Já me cansei dessa mesma conversa
Vá para sua casa, me deixe em paz
Nossa história foi parar na fossa, já era
Mas, finalmente, terminou essa nossa guerra.
Um dia eu me importei com suas ações
Hoje você só me recorda das minhas decepções
Eu não te desejo mais,
Os dias com você se tornavam infernais
Farei de tudo para te esquecer,
Um pesadelo que não quero voltar a ter
Meus sentimentos morreram, hoje o ódio predomina
Quero distância de suas mentiras
Vá viver essa peça teatral que você chama de vida
Te desejo má sorte, tristeza e pensamentos suicidas.
O passado não voltará, e eu agradeço por isso
Não quero mais ter que te aturar, sou feliz sozinho
Você alega que sinto sua falta, saudade do seu carinho
Acho que está se confundindo, se lembra como me tratava feito lixo?
Quando eu termino, você diz que eu te preciso
Um beijo para Malévola, para você, um gélido suspiro
Eu convidaria Perséfone para uma dança,
A ter que lhe dar um sorriso, que seria vazio
Você estava roubando meus sonhos,
Não quero mais falar contigo, somos dois estranhos
Tantas palavras ofensivas eu quero te dizer,
Mas, as guardarei em meu próprio limbo.
Estou escrevendo aqui não por me importar
Apenas quero que você saiba desde já,
Que não há mais lugar para você aqui,
Que meu coração se fechou logo após você o ferir
Siga o seu caminho, que eu seguirei por aqui
Faça o que for preciso, mas fique longe de mim
Demorei para despistar o sofrimento,
Hoje estou melhor, estou satisfeito,
Hoje estou realmente aproveitando o meu tempo
Então se afaste, o máximo que conseguir
Viaje e fique por vez em Marte.
Por meses eu tentei te compreender
Acho até que meu coração tentou gostar de você
Mas ele não tinha forças suficientes, e logo veio a ceder
Talvez você não merecia a atenção que eu lhe dava,
Mas o passado me deixou um pouco mais sábio
Agora sou mais esperto, entendo melhor as palavras
E agora vou lhe dedicar algumas, esteja preparada.
Você nunca conhecerá o amor verdadeiro
Pois sempre está se olhando no espelho
Busque imperfeições, e procure elas em outro alguém
Eu poderia lhe aconselhar a parar de tratar todos como ninguém
Mas quero que você sofra, e que leve suas atitudes para o além
Morrerá só, então aproveite essa vida que sentirão dó.
Feminicidio
Com a mão que te afago
Também te mato
É somente mais um trago
Deste vil acto!!!
Mooca
por mais que eu tente fugir
ele sempre vem atrás
acompanha, sorri para mim
mas não tem nada disso aqui
você não sabe como é viver
escutar sua risada do além
que não quer dizer nada
e eu me sinto preso a essa cilada
então, eu sinto suas garras
imundas, arranhando minha cara
os ímãs se encontram mais e mais
não quero mais isso, jamais
é familiar
a sua penugem loira
a me devorar
parabéns... você venceu...
nesse compasso quatro por quatro
escuto um entra-sai
que bombardeia a saia
da minha cabeça
eu tenho febre
o que faço?
não me sinto leve
só nesse teu rosto, vejo aço
Estou com um espírito meio invocado esses dias. | Escrito por mim no dia 19/08/2026 em Brasília-DF.
Doce Vingança
Doce Vingança
Um dia, um espelho,
corroído pelo tempo,
reflectirá teu rosto,
pejado de velho rancor
de ti, sem compaixão.
Rosto vincado de amargura,
da incerteza cruel imposta,
na insanidade crua da mente
deturpada de razões obscuras
e de verdades contrafeitas.
Teus olhos sofrerão o pesadelo
da quietude facial vincada
por esgar de agonia incontida
que cerra os lábios frementes
e te negam o gemido e o choro.
Queda; interrogarás sem conta,
numa tortura pertinaz da imagem,
devolvida pelo esconjurado luar
invasor das janelas poeirentas -
o espelho enojado da tua nudez.
Quantas traições te foram doadas?
Uma, duas, três? Mais? Ou nenhuma?
E, louca, atacarás a imagem difusa,
que, em doce vingança, jamais te dará dó,
ou a certeza à questão viperina.
Doce vingança, será a fuga iminente,
na vaidade da sombra que te arrastará,
cobardemente, para a escuridão
bafienta de um quarto nojento
alquebrado de espelhadas cores.
E ali, perene, jazerás, por vingança!
Doce vingança, minha liberdade
doada às mãos que beijo
e me abraçam ternas,
onde, em seu peito, me abrigo feliz
e repouso os meus sonhos e pesadelos
esquecendo-te, saboreando a vingança.