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Poemas : 

Loucuras de Um Pobre Poeta

 
Quantas e quantas vezes pisado,
cuspido, escarrado, discriminado.
E nem se dão conta das viagens
em que parti no "martelo agalopado".

Eu vi os olhos brilharem no meio da multidão,
vi os dias que se passaram como um raio
e os dias amargos que virão.
Não sou visionário, não sou profeta...
Quem me seguir será apedrejado
nas esquinas turvas do amor e da paixão.

Já provei da maçã do pecado,
Já consumi o corpo de Cristo,
no meu templo empoeirado,
Fui salvo em um breve momento.
No dia seguinte,
estava eu novamente comendo da maçã...


Quantas e quantas vezes apontado,
tal como louco com idéias loucas,
por não aceitar, assim, o estado das coisas
flutuando diante de meus olhos míopes cansados.

Sou pobre, mas minha fome de vitória, quase nula,
é voraz.

Ha, ha, ha, ha, ha, ha!!!


Eu e meu mocambo de idéias mal formuladas,
mal trabalhadas, incompreendidas
como sombras inacabadas...
O que faço, apenas por fazer,
faço não por mim, não pelo mundo e nem por você.
Faço porque sou louco,
faço porque sou pobre.
Porque os pobres de matéria e de espírito
são ricos nos versos de agouro.


Poesia de Romulo Narducci.




 
Autor
RomuloNarducci
 
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Enviado por Tópico
Melo
Publicado: 04/04/2010 23:57  Atualizado: 04/04/2010 23:57
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 Re: Loucuras de Um Pobre Poeta
Caro amigo Romulo Narducci, o poeta tem de ser um pouco louco para escrever da forma que vê as coisas.

O seu poema, é a visão da loucura que nós poetas colocamos em cada escrito, é a nossa forma de escrever e ver o mundo.
Parabéns pela partilha deste post, um enorme abraço
Melo