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Poemas : 

Espinhos II

 
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Há no meu peito espinhos,
e não sou flor, não sou rosa,
nem erva, nem nada!
Sou um poeta maldito,
um cão vira-latas que trôpego
ouve o chamado da estrada.

Talvez eu tenha culpa
de beijar a noite na boca
e escarrar na face fria do sol,
pois, já não há melodia
na música em que outrora
compus feliz no arrebol.

Frio e filho da madrugada
fria, entoo meus negros descompassos,
e sigo ferindo no meu caminho canhestro
a vida lúdica que eu mesmo desfaço.

Espinhos no peito, eu todo espinhos,
sou o ejaculador de desesperanças
da minha alma morta que
me vomita nessa mundo sozinho.


São Gonçalo, 24/08/09

 
Autor
RomuloNarducci
 
Texto
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Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
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Enviado por Tópico
Conceição Bernardino
Publicado: 14/04/2010 01:46  Atualizado: 14/04/2010 01:46
Colaborador
Usuário desde: 22/08/2009
Localidade: Porto
Mensagens: 3332
 Re: Espinhos II
olá

Forte como uma farpa, sangrento como um espinho que trespassa a alma.

beijo


Enviado por Tópico
antóniocasado
Publicado: 14/04/2010 02:35  Atualizado: 14/04/2010 02:35
Colaborador
Usuário desde: 29/11/2009
Localidade:
Mensagens: 1657
 Re: Espinhos II
Ola

Como sei do que fala o seu poema...!
No entanto, dia chegará em que teremos de enfrentar o sol a aceitá-lo como a pedra possível no caminho que, na maior parte das vezes, nem queremos percorrer.
Gostei do poema.

antóniocasado


Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 14/04/2010 02:48  Atualizado: 14/04/2010 02:48
 Re: Espinhos II
Esses espinhos pude sentir nas tuas palavras hah

bom poema

abrçs

Bernardo.