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Entre aspas

 
Entre aspas
 



Entre aspas

Lilases configuram a tarde
aromas excêntricos e cantos
folhas de outono sem alarde
descem a alameda enquanto
os olhos sobem ….

No infinito se perdem,
não há caminho
sinto-me um covarde.
A bandeira que defendi
foi enterrada no canteiro
das ilusões.

Pátria é o meu corpo e
minha vontade jaz destituída
de poderes.
Os territórios e as curvas
tornaram-se rabiscos,
desenho desconexo,
abstrato.

Sem lúmen....

A boca grita, a alma
pega o primeiro voo da
ave recém-nascida , tentativa
de chegar a algum ponto.
Mas as aspas dessa ortografia
impedem...






Inseto atônito em torno da
luz (esperança) há muito
esquecida.
Fome a ecoar no estomago
da noite que se aproxima.


Com ela volto a ser espectro,
arrastando as correntes de um
tempo sem precisão
Zombando da minha própria
sorte.

Não cheguei ao paraíso, habito
nas cinzas das guerras internas
que criei.
Não!Eu não amei...
Nem fui amado...



"A vida de um poeta é como uma flauta na qual Deus entoa sempre melodias novas." (Rabindranath Tagore)
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Autor
Tânia Mara Camargo
 
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