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Poemas : 

AOS ANDRÓIDES QUE PENSAM QUE PENSAM

 
Tags:  vida    tempo    perda    indiferença    cegueira    sucesso  
 
atropelando sutilezas através e atrás de inconsistências, um androide com duas cabeças tenta voltar no tempo... buscando as mãos sem tentáculos e o coração largado em algum momento após a largada, o corpo corria sem equilíbrio rumo a algum tipo de sucesso, ou talvez algum tipo de contentamento...

daseins sem ritmo cardíaco movem o corpo oco – boneco nulo sem cérebros ou variáveis aleatórias – com pregos nos olhos e nas mãos sem dedos que carregam medos e infelicidades raras...

indiferentes a verdades ou tapas nas caras – disfarçados novamente de gente – lapidam as ruas desgastadas na hora do rush de um segundo eterno até o ponto (cego) da chegada até a solitude da solidão...

com pregos nos olhos e as bocas perdidas de tantos nãos, chegam já surdos de si mesmos, perdem os braços já sem mãos... anestesiados campeões de corridas sem vitórias, sem falas, sem glórias, sem abraços...


 
Autor
samanthabeduschi
 
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Enviado por Tópico
Jmattos
Publicado: 11/08/2013 20:10  Atualizado: 11/08/2013 20:10
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 Re: AOS ANDRÓIDES QUE PENSAM QUE PENSAM
Poetisa
Forte! Apreciei a leitura! Beijos!
Janna