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Poemas : 

CACHORRO CITADINO

 
CACHORRO CITADINO
 


O homem trás arraigado em si hábitos de tempos antigos, os quais precisam ser superados. O progresso, para todos os efeitos, de retrocessos não é feito e a evolução sempre exigiu, de todos, continuada adequação; nada nem ninguém permanece estacionário por muito tempo. Comportamentos, usos, costumes quer queiramos quer não queiramos mudam para se adequarem à modernidade de cada época. Houve uma época em que, por motivos evidentes, o animal cão era o “melhor amigo do homem”, ele defendia a dentes seus donos e suas propriedades e toda sua herdade. Nessas Eras, o homem vivia cercado por todo tipo de feras, a alimentação tinha de ser caçada, com a ajuda do cachorro. Nas lutas contra os perigosos inimigos o cão era o socorro. Há motivos em profusão para sermos sempre gratos ao cão. Animal, ainda hoje, muito útil nas chácaras, fazendas, sertão. Lá, o cão tem vida adequada à sua espécie, por estar em sua natural morada.
Todavia, nas cidades, soltos nas ruas, avenidas o bicho sofre, porfia. E, se fica no quintal, fechado, sofre muito mais o animal, coitado. Manter o cão sofrendo ao nosso lado, como um hábito arraigado? Há exceção, evidente, em que o cão é companheiro excelente. Muito bem tratado, treinado, vive feliz por sentir-se útil, amado. Onde? Como? Na polícia, o cão atua com perícia; no Bombeiro, o cão é excelente companheiro; em várias instituições dedicadas aos deficientes, aos idosos, às pessoas doentes, o cão é eficiente. Vivemos a época da alta tecnologia, temos aparelhos que nos vigia; a engenharia, ao construir nossas moradas, a segurança privilegia. Nossa época é de valorização humana, temos guarda que nos vigia. Ante o exposto, ainda que cause desgosto, fica provado: cachorro, nosso antigo socorro, na cidade, não é tão necessário, éaté ilegal, se o pobre animal na rua, preso no quintal sofre e vive muito mal. Por uma questão de pura urbanidade, quem mora na cidade. Deve priorizar a boa vizinhança, a convivência na comunidade. E o cão suja as ruas com suas necessidades, se for mal cuidado, transmite doença; com seu latido o vizinho fica incomodado.
Ao menos, quem não consegue se livrar desse hábito arraigado, deve zelar com todo carinho do cão que depende de seu cuidado. Deve lembrar que o animal pode ser educado, ensinado, orientado,...Não esquecer que o vizinho tem seu direito de silêncio resguardado.






Manoel De almeida

 
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ManoelDeAlmeida
 
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