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Poemas -> Saudade : 

APRENDIZADO AO LONGO DA VIDA

 
<br />Mercêdes Pordeus
Recife/PE

Ah! Das rosas e cravos que perdi na vida...
Seus perfumes permaneceram em mim
Permaneceram para lembrar entristecida
Dos que foram, e a essência não tem fim
Pois foram eles quem amei,mas partiram
Deixando o tempo, fluir a dor da partida.

Ah!Das lágrimas que derramei na vida...
Essas, cristalizaram-se em minha face
As dores, fazem lembrar os desenlaces
Que o tempo minimizou, mas não apagou
Tornaram-se cristais que o tempo renovou
Que cintilam a cada nascer de um novo dia.

Ah! Das experiências que adquiri na vida...
Muita coisa aprendi,aprendizagem dolorida!
Quis parar no meio da estrada, sem guarida
Mas a vida não pára, e isso também aprendi
Tive que continuar vivendo, é... pois percebi
O mundo muda e a vida tem que ser vivida.

Assim, aprendi a conviver com minhas dores
Aceitar as ausências físicas como belas flores
Que a cada dia desabrocharam e murcharam
Mas, nem por isso das existências apagaram
As lembranças e o compartilhar dos amores.
Ah! Suas presenças em mim se eternizaram.

Em 29.05.2005


Mercedes Pordeus

 
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MERCEDES PORDEUS
 
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Enviado por Tópico
SOB_VERSIVA
Publicado: 15/02/2008 08:24  Atualizado: 15/02/2008 08:24
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 Re: APRENDIZADO AO LONGO DA VIDA
Mercêdes, deixe-me dizer-lhe que o seu curriculum é impressionante !
Pelo que se pode com alguma legitimidade deduzir, a Mercêdes não vive para a poesia, a poesia vive intermédio de si !È seu instrumento !
Olhe, eu não tenho o tempo que desejaria ter para gerar e beber arte, pois quem gera, tem que amar a arte (em sentido lato), não só a sua, mas a dos outros !
Não quero estar aqui com "posturas tolas" como diria Cesário Verde, e escrever-lhe aqui um autêntico testamento, mas optei por assumir o que gostaria de lhe poder dizer, e não o podendo, escrevo-o aqui ! Perdoar-me-á pelo pecadilho, está bem?:)

Raramente acontece gostar das coisas (escritas/pintadas/outras) na sua forma Total, mas ao ler este poema, eu, aqui Ana C. , me confesso: gostei do princípio ao fim !

Só ressalvo algo, que dentro do bom, considerei, óptimo, mas tão só porque me identifico sobremaneira com esta passagem, que passo a citar:
"[...]Quis parar no meio da estrada, sem guarida
Mas a vida não pára, e isso também aprendi
Tive que continuar vivendo, é... pois percebi
O mundo muda e a vida tem que ser vivida.[...]".
Este trecho em especial penetrou-me no Ãmago, porque expressa uma verdade incontornável!
E mais não digo, porque já há muitas letras para um prosaico comentário ao poema, que eu não quero estender de súmula a sebenta!
E digo-lhe, que embora seja muito bem vinda, não precisa de me retribuir com qualquer comentário a algo que tenha escrito, e ousado postar aqui!
Apenas lhe disse o que tinha que sair, além do facto de que, com mais tempo virei beber mais da sua fonte para meu bel prazer!
Termino só dizendo que não gostei deste poema por causa do seu curriculum,que como disse, impressionante,porque a emoção não funciona com pressupostos racionais, mas sim porque gostei verdadeiramente,e talvez, daí, o curriculum !

Leia com agrado a palavra..." FIM " :)

Um abraço!

Ana C.