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Sonetos : 

Punge o peito da Augusta Mãe tão consternada

 


Preocupado - n’ ocaso - o Astro-Rei, contempla, mais uma vez,
temeroso, vezo torto, percebe na grei, de Valores ostentados.
Não mais se emocionam diante da visão dos lilases a placidez,
tacanhos que são, cerrados nos maninos orbes egocentrados.

Consumidos por tam reprimível preocupação da cousa mundana,
não mais eles se recordam das alegrias de momentos singelos;
Corações estuosos, na exultação que do Símbolo Pátrio emana;
ao revés de egolatrias, extasiar-se na visão dos Céus tão belos.

De cada um dos Filhos, o que esper’ a Pátria, saber é prosaico:
levantar a Espada na defesa do Honor, ícone ao Caráter conato,
suportar com resignação todas as Adversidades de tenor laico.

Augusta Mãe! Qu' ora vê tantos Filhos proscritos noutras Plagas,
punge-Lhe o peito, a cada átimo que daqui parte um Ingrato,
premido por anelo de no Solo remoto c’o metal pensar chagas







 
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smerdilov
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