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Sonetos : 

Anacrônica Paixão

 
Refém do tempo quando tudo é oposição
Extremos longínquos a um simples tato
Em que o desejo distraído se torna aparição
Pela dimensão da conjuntura que me é fato

Presente que o disfarce se desfaz por afeição
A um coração que o pulsar jovial e ingrato
Sentencia o olhar que o interior é a escuridão
Anacrônica pelo veredito vil e censurado

Dicotomia do olhar que a forma retém o brilho
Subverte a alma que eterna é pura fantasia
Pelos instantes que o movimento fora do trilho

Corre-me de ti quando o sonho ainda não existia
Perpetua o intervalo me tornando um estribilho
Mensurado pela distância eterna que me é agonia


Murilo Celani Servo

 
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murilocs
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Enviado por Tópico
martisns
Publicado: 26/10/2015 22:15  Atualizado: 26/10/2015 22:15
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 Re: Anacrônica Paixão
Tristes palavras vindo de uma alma, que faz até mesmo o silêncio chorar.

belo poema