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Poemas : 

Abrigo seguro da chuva e do vento

 


Um poema de Miqué Di L'Atrólloggus


Queria ter conseguido construir
abrigo seguro da chuva e do vento
em vez de apenas me iludir,
cavar um poço para minha sepultura
exposto inclemente
ao fogo que não se apaga
no meu coração que não bate mais.

.
.
.

... lamentos
do
céu torvo
sufocado
no negrume
e o sol
na escuridão
sufocado
-é o inferno
na terra]
.
.
.

arrebanhando
pesadas
nuvens
de
tempestade
o
vento
morre
afogado
.
.
.

Não haverá abrigo
do brilho da lua que não incomoda
das estrelas que não caem
de um o sol que jamais aquece
deste vento que nunca me toca
a da chuva que não molha
não temo a morte
mas os dias que a antecedem


.
.
.

[não tome
meus versos
como eco
dos golpes
de um machado
na madeira
destruindo
a vida.
sou poeta
canto a vida
que vejo
na morte fria
na escuridão total
do colapso
de ilusões]
.

.
.


Agonia depois de dias de pesadas,
há nuvens de tempestade.
Continuo surdo ao chamado
dos pingos que batem na vidraça
sem ver os pássaros sem nomes que não voam
através de janelas fechadas que não refletem o exterior
.
.
.

[sempre
sorrio
quando
a palavra
é séria
ao luar
se chover
a alma
pressionada
por uma pedra
faz esquecer
quem fui
para lembrar
quem sou]
.
.
.
.

Apenas um sol negro e frio do tempo da escuridão nasce,
e da escuridão e frio sem abrigo para sempre será.
27052016

 
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Atrólogo
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