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Poemas : 

a indução da procura

 
a recalcitrância dos olhos é unívoca
nesta dimensão de pormenores,
em que se vê um cavalo assustado
perante uma serpente equívoca
e um anão que grita de dores
enquanto tenta crescer um bocado

são estados, amor, são estados
todos tão doentes como os da alma,
quando se pensa que existe
em piso de calhaus irados
recheados de vivalma...
nisto, quer-se moribunda a letra triste

entretanto, olha-se levianamente para dentro
numa busca incessante por zeros,
velhos vazios e redondos,
desenhados pela dicotomia de um ceptro
que de inútil, desenha óbvios esteiros
em corpos femininos e fecundos

volto à recalcitrância indómita dos olhos
na tentativa de descortinar a fixação
de uma regra incómoda para a leitura.
nada! e assim procura-se entre os escolhos
que, quietos, abalroam a atenção
para além da bruxuleante candura

Valdevinoxis


Nas troikas não há camaradas e da camaradagem não nascem troikas.


 
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Valdevinoxis
 
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