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Sonetos : 

Fardo

 
Ante o fulgor da morte vagamente
apascenta o que não nos cabe nem deve.
Se cala no instante mais que breve
do silêncio de uma paixão dormente.

Vai-se a vida efêmera e mormente
cobrar-nos a respiração mais leve,
com o valor do jugo que nos atreve
pagar pelo mesmo ar,preço diferente.

Rastros de pólvoras em redemoinhos
nos obrigam ao despertar involuntário,
na trilha constante vários caminhos.

Em fardos pesados de flores e espinhos
seguimos na luta por um triste itinerário
numa cruz que só nos cabe levar sozinhos.

 
Autor
pauloroberto
 
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