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Poemas
:
Assassinos da Verdade
No resto dos dias
Que me restam,
Rejeitarei às inverdades
Que se vende por aí
Em meu cabelo branco de neve,
Jamais soprará
O vento da mentira,
Que se vende n’olho da praça
Descaradamente…
Se vende mentira
Na frescura dos tribunais,
Que abafam os ais
Dos mendigos do cais
Mentira na cara
Dos sem vergonha,
É a campa que se prepara
Pra enterrar o certo
No cemitério das bocas fofas
Nos tribunais de leis leiloadas
Nas feiras das inverdades,
A verdade e ré
E a razão, a corda da forca
Revoltado…
Levarei pra touca,
Todas as batinas e tocas dos juízes,
Assassinos da verdade
Adelino Gomes-nhaca
Adelino Gomes
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Upanhaca
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18/01/2025 15:09:14
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A luz nas folhas (…)
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Enviado por
Tópico
Upanhaca
Publicado:
18/01/2025 15:20
Atualizado:
18/01/2025 15:20
Usuário desde:
21/01/2015
Localidade:
Lisboa/loures
Mensagens:
8832
Re: Assassinos da Verdade
No sopro dos ventos d'hoje,
ouve-se o choro da verdade,
morta pelas mãos corruptas
dos homens.
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