Poemas : 

geocentrismos

 
Assim como a fé
move montanhas

não é o sol que nasce

nascemos nós.


Sou fiel ao ardor,
amo esta espécie de verão
que de longe me vem morrer às mãos
e juro que ao fazer da palavra
morada do silêncio
não há outra razão.

Eugénio de Andrade

Saibam que agradeço todos os comentários.
Por regra, não respondo.

 
Autor
Rogério Beça
 
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Enviado por Tópico
Beatrix
Publicado: 23/09/2025 10:23  Atualizado: 23/09/2025 10:23
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Usuário desde: 23/05/2024
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Mensagens: 814
 Re: geocentrismos / Rogério Beça
.
Olá, Rogério.

Porque acredito que a fé (no sentido laico?!?) move montanhas, também acredito que somos nós que nascemos a cada dia e não o sol. Creio que somos nós que nascemos para o sol e não o sol para nós.
Por essa razão, porque nascemos e renascemos, é que estamos cheios de oportunidades: cada dia, há uma nova. Nós aproveitamo-las se quisermos.
Não querendo, também está bem: é só deixar que o destino que alguém traçou para nós nos conduza.

Nota: Tenho saudades dos teus poemas mais longos, que permitiam ao leitor uma convivência com o sujeito poético, uma entrada no mundo por ele criado, nesse ambiente mágico que criava.
Sei que gostas mais de poemas curtos e que talvez os verás como talento do poeta: corta nas gorduras; só carninha.
Eu gosto, mas não são os meus preferidos, confesso. Pela razão que referi. A mim, os poemas assim escritos não me permitem conhecer bem o poeta; não me deixam "entrar" no poema; a magia da poesia, a existir, passa por mim quase sem me tocar.
E tu tens poemas que entram por nós adentro, sem pedir licença, nos invadem e estilhaçam tudo à volta, rasgam tecidos e órgãos e, conforme entraram, assim saem. Deixam rasto…
É desses que falo.
De poemas que deixam rasto. Que nos dão murros na barriga, bofetadas na cara.
Desculpa o desabafo e obrigada por partilhares os teus poemas connosco.

Ab
Beatrix