| Enviado por | Tópico |
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| Beatrix | Publicado: 23/09/2025 10:23 Atualizado: 23/09/2025 10:23 |
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Olá, Rogério. Porque acredito que a fé (no sentido laico?!?) move montanhas, também acredito que somos nós que nascemos a cada dia e não o sol. Creio que somos nós que nascemos para o sol e não o sol para nós. Por essa razão, porque nascemos e renascemos, é que estamos cheios de oportunidades: cada dia, há uma nova. Nós aproveitamo-las se quisermos. Não querendo, também está bem: é só deixar que o destino que alguém traçou para nós nos conduza. Nota: Tenho saudades dos teus poemas mais longos, que permitiam ao leitor uma convivência com o sujeito poético, uma entrada no mundo por ele criado, nesse ambiente mágico que criava. Sei que gostas mais de poemas curtos e que talvez os verás como talento do poeta: corta nas gorduras; só carninha. Eu gosto, mas não são os meus preferidos, confesso. Pela razão que referi. A mim, os poemas assim escritos não me permitem conhecer bem o poeta; não me deixam "entrar" no poema; a magia da poesia, a existir, passa por mim quase sem me tocar. E tu tens poemas que entram por nós adentro, sem pedir licença, nos invadem e estilhaçam tudo à volta, rasgam tecidos e órgãos e, conforme entraram, assim saem. Deixam rasto… É desses que falo. De poemas que deixam rasto. Que nos dão murros na barriga, bofetadas na cara. Desculpa o desabafo e obrigada por partilhares os teus poemas connosco. Ab Beatrix |