A vida é um fardo enorme
Para se carregar sozinho
Por isso grito o teu nome
Enquanto aguardo o meu destino.
O teu abraço dava-me calor
Naqueles dias mais gelados
Onde enfrentávamos toda a dor
À qual fomos condenados.
O teu sorriso era um farol
Na escuridão em que fomos engolidos
Enquanto procurávamos o brilhante sol
No fundo do vale dos caídos.
Aguarda um pouco, querida
Pois já não há um talvez
Porque o sol está de partida
E em breve estarei contigo outra vez…
José Coimbra