| Enviado por | Tópico |
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| Rogério Beça | Publicado: 24/01/2026 22:51 Atualizado: 25/01/2026 22:37 |
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Colaborador
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Há imagens muito inspiradoras.
A metáfora com que começa tem bastante engenho. Há ações que escolhemos não repetir, ou escolhem por nós. Por vezes somos surpreendidos. Ou seja, perdemos o chão. E a sensação de vazio, ou do poço sem fundo (por exemplo) ainda acentua a "vertigem" da queda. Que violento. A forma divide-se entre a prosa poética, além de se visualizarem versos sem rima, mas bem urdidos. A métrica muito mais curta nos últimos versos também dão a ideia de queda. Bom reler-te neste registo. Abraço |
| Enviado por | Tópico |
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| Benjamin Pó | Publicado: 26/01/2026 14:07 Atualizado: 26/01/2026 14:08 |
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Às vezes, é com os pés bem assentes no chão que sentimos as maiores vertigens. Uma sensação um pouco semelhante à da letra desta fabulosa canção dos The Divine Comedy. |
| Enviado por | Tópico |
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| Alemtagus | Publicado: 31/01/2026 09:18 Atualizado: 31/01/2026 09:18 |
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Localidade: Montemor-o-Novo
Mensagens: 3916
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A forma abstracta como o escreves dá-lhe chão, uma espiral vertiginosa sem termo que, quando acaba, recomeça noutra espiral, também ela vertiginosa, mas regressiva. O movimento da ideia que se repete desigual e equilibrada transfigura a pretensa loucura de quem escreve, mas principalmente de quem lê.
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