saber-me escorreito na descida
a sina de quem bebe em demasia
e de fogo esculpido sai sangria
em rio que não cabe a uma só vida
não sei por quantos nomes se espolia
se de fontes bebi sem ver medida
devolvo por verdade incontida
àqueles de lezíria sem franquia
não mato esta sede em retalhos
se vem a mim de frente e por atalhos
mas crivo pela alma as impurezas
se puro sou, ou não, sem agasalhos
beber pela medida causa coalhos
pois que me bastam já as incertezas
26-01-2026