
Suas Memórias
Por anos esperou
por um futuro melhor
e muito lutou por isso.
Acontece que não entendia por que
esse futuro, cada vez mais,
se tornava distante
e fugia dele
como algo inalcançável.
Talvez eu devesse olhá-lo
no passado,
como se fosse um pano
que nunca secaria
suas lágrimas
nem seus suores.
Levava em sua ânfora,
desenhos imaginários e antigos
de multicoloridos vidros,
e não, como comumente,
o que serve
para conter líquidos.
É assim pelo mundo afora:
com sua sede insaciável
de ser
e não perceber
o quanto são lindas
as suas memórias.
Alexandre Montalvan
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