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Pantanal

 
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Pantanal
 
No espelho lento das águas sem fim,
O céu se deita em brasas e ouro velho;
O sol, cansado, inclina-se enfim,
Bordando fogo no silêncio vermelho.

Respira a terra em húmus e jasmim,
Enquanto a tarde afunda sem conselho;
E o vento escreve em ondas de capim
Segredos fundos de um antigo anelo.

À tona, imóveis como a própria lei,
Repousam jacarés, olhos de tempo,
Guardando a luz que morre sem ruído.

O dia cede ao sono que já sei,
E o Pantanal, em místico acalento,
Acende estrelas no horizonte diluído.

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

www.odairpoetacacerense.blogspot.com

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Autor
Odairjsilva
 
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