As luzes da madrugada solitárias.
As forças ocultas das entranhas
De uma alma rasgada e estranha.
Embriaguez de copo de música;
Lágrimas não despejadas
grafadas em letra
(de forma lúdica).
Mais uma manhã (de dor) tão cinza…
Minha esperança,
uma noiva morta;
Minha poesia, de vermelha-tinta
(pixada e esquecida)
cidade afora;
Minha alma despedaçada,
confusa e perdida
Como esses versos que escrevo
(agora)
E os segundos passam feito ecos
Numa caverna que não tem saída.
Meu mundo se desenha
Com rima furiosa,
instável,
e distorcida.
E enquanto me abrigo em fantasia,
Esqueço da distância permanente
Entre eu e esse mundo que extravia
Tudo que lhe pareça “diferente”.