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A noite de ontem e hoje

 
Noite de domingo – Na calçada, numa cadeira de plástico de costa para a parede do bar de Ed na avenida Sarney Filho, Vila Embratel, sorvendo a terceira lata de Skol, enquanto aguarda o Fantstico para saber sobre a morte do mestre Ali Khameni, o supremo do Irã arquitetado pela CIA e a Mossad e cumprida pelo filha da puta do Trump, o xerife do mundo.
Então chega um velho conhecido, apoiador de Trump e ante Lula e os homes do STF – “traficantes usando togas, advogado de faccionados” – Ex-PM, 56 anos, monopolizou o bar com suas teorias conspiratória “Esses vagabundo que recebem essa bolsa esmola vão se foder” – não sabendo que o poeta é um desses vagabundos inserido na ‘bolsa-esmola’ – que fulero, pensou o poeta sorvendo tranquilamente a sua cerva enlatada E nem a intervenção branca de uma pixixitinha morena com corpo de mocinha conseguia silencia-lo. O sr Com conheceu o irmão de seu agente. Mas não trocaram nenhuma amabilidade. E a aparição da bela jovem branquinha Ruth, ex funcionaria da casa. E com uma lata o poeta se recolheu.
Monday morning, 02
Sr. Com olhou pela janela de seu quarto e entristeceu-se – tempo fechado e chuviscava e prometia ser assim o dia todo. A noticia negativa de Cad, seu agente cultural e provedor, que vai amanhã na oficina falar com ele, o deixou esmorecido, não era bom sinal – com certeza dirá que a fonte secou e acabou chorare. Ok! Vou a lona outra vez.
- Ei, tu vai sair debaixo de chuva? Inquiriu a Sra. Vince com a vassoura e os baldes entrando nos seus humildes aposentos ao vê-lo todo pronto.
- Yes! – respondeu vagamente.
Bom Jovi completa 64 anos e ele com 65 anos, sem bens matérias (apenas seus amados livros, mais de trezentos) e o sonho de ser escritor enriquece a sua neurótica alma. O ponteiro dos segundos não para, sempre rápido e uma trovoada passa sobre nós, deixando sra. Vince em estado neurótico.
No Correios da Rua São Pantaleão – varias pedras no meio do meu caminho, mas esgueirei todas elas até alcançar o meu nirvana. Parecia que o universo conspirava contra mim – era o computador avariado de Seu Salomão, a troca do destinatário – imprimir na lan-house da Gordinha no canto da Praça do bacurizeiro com a rua 16, mercado. O erro foi constado ao selar carta no Salomas – era para ser da Anacoena e imprimiu Metaille – pronto.
As cartas e a boneca de 25 folhas digitadas de “O Mundo do Sr. Con” – enfim a postei e custou-me 64 reais – Sem o AR. E na volta, com dois e cinquenta no bolso ingeri umas doses de vodka.
Começo da tarde. – a risada da filhota da Sra. Vince do quarto, o banho inesperado do Sr. Vince e admoestação da companheira, “não bota a bermuda ai” grita da sala. Sr. Con trouxe uma boa dose de vodka do Zé Filho, o camandante não abriu o Comercial Vila e vai degusta-la na sala do computador – Colocou as sobras de ontem no forno do fogão – macarrão e carne porco frita – a torta ele fez um sanduba antes de encarar a sua triste realidade no café da manhã. O guerreiro agora ciente do dever cumprido, mesmo com todas essas adversidades ainda sonha, e um dia ele se realizará.



 
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efemero25
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