Mulher
Guerreira que carrega a voz do tempo,
Na pele traz a marca do que foi,
Não é apenas musa ou passatempo,
É o grito que no peito enfim se solta e mói.
Das bisavós herdou o silêncio mudo,
Mas fez da dor um rio de esperança,
A força que no braço enfrenta tudo,
E o passo que, ao passar, o mundo alcança.
É carne, é luta, é luz, é movimento,
Beleza que se esquiva no olhar,
A chama que resiste ao próprio vento.
Mulher que é o princípio e o destino,
Na vida soube a voz multiplicar:
Um ser que é livre, eterno e divino.
2026/03/08
Joao Garcez
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