Hoje não falo sozinho,
Hoje…
Falo com o Poema,
Olhos nos olhos.
Neste momento,
Ele é o único,
Que me entende…
Ele é o único,
Que me escuta…
Atentamente,
Ainda que…
Com os seus olhos,
Marejados de lágrimas.
O poema…
É o único que,
Ainda vai resistindo,
A tanta dor.
Como se ele fosse,
Um poço sem fundo
Vai engolindo,
Cada palavra minha.
E eu cá vou,
Dividindo a minha nostalgia,
Unicamente com ele.
É com ele
Que vou falando,
Contando-lhe coisas
Que me fazem sofrer,
Contando-lhe coisas,
Que só ele sabe ouvir,
De alma aberta.
Jamais me passou pela cabeça
Que um poema,
Fosse capaz de chorar,
Mais do que eu.
Foi aí…
Que realmente me percebi,
De que o poema,
Sofria muito mais,
Do que alguma vez,
Eu sofri.
Eu por vezes,
Nem dou por mim,
Não sei onde estou,
Onde me perdi.
Apenas…
Existe ele.
Sempre ele…
Onipresente.
O poema,
Inacabado…
Diogo Cosmo ∞
Faculdade, Carcavelos
12:50 10-03-2026
DIOGO Cosmo ♾