Um grande amor os separou,
para saber do seu tamanho,
quanta a saudade e o que ficou
dos idos tempos de antanho.
Para ambos um recomeço
e o início de uma nova história.
Se vão conseguir, desconheço,
que ninguém cante vitória…
Que, quando bate forte o coração,
mesmo estando separados,
o espanto veste-se de emoção,
a alma e o sangue são esmagados.
E assim, quasi destroçados,
a cada um o seu intento,
ela, ficou em seu país, abençoado…
ele, nem tempo teve, para o lamento.
Chegando então a Portugal,
pelos céus azuis do Atlântico,
trouxe consigo no bornal,
as primícias de um novo cântico.
Hoje, corre estradas e distritos,
numa empresa, de grande porte,
nunca foi dele criar atritos
nem de caminhar ao desnorte.
Quem sabe o dia do amanhã,
dos amores não renegados,
nos caminhos, levados com afã,
na vida destes dois apaixonados?
Se o amor, de ambos, concebeu
filha amada, pelos seus pais,
eis, foi isto, o que Deus prometeu:
sozinhos… nunca, nunca, nunca mais.
Jorge Humberto
23/02/2026