Ainda que eu não queira,
Ainda que eu tenha medo,
Há algo que me diz,
Há algo que me empurra,
Com mãos invisíveis,
Para avançar,
Em direção ao desconhecido.
Tenho que ganhar coragem,
E lançar-me nesse mar,
Com a cor da tristeza,
Ainda mais escura do que a minha.
E então sem a mínima dúvida
Lançar-me na profundeza,
Do teu olhar,
E mergulhar até ao calor,
Do teu amago,
Onde guardas todos os tesouros,
Mais preciosos da tua alma.
É nesse momento,
Que o teu olhar,
Será mais brilhante do que o meu.
Agora tenho a certeza,
Que apesar da distância,
Estamos bem mais perto,
Bem mais unidos,
Do que a realidade aparenta.
Ahhhh…
Acho que nos encadeamos,
Numa das pontas,
Do Universo,
Um ao outro,
E ficamos enfeitiçados,
Momentaneamente.
Será o maldito receio,
O medo de sofrer ainda mais,
Do que já sofro…
A minha solidão virou-me as costas,
E foi-se embora,
Cansou-se de estar SÓ,
Deixando-me… ainda mais só.
Não é no espelho dos teus olhos,
Mas sim no da tua alma,
Que vejo,
Como se ele refletisse o sol,
Em forma de um sonho gigante,
E me permitisse sonhar dentro do próprio sonho.
Era o que eu pesava,
Que me bastaria,
Para ser o meu alimento,
Do dia a dia.
Mas o sonho,
É como as nuvens passageiras,
Que vem de braço dado com as suas irmãs,
Bailando ao sabor do vento.
Aqui estou eu,
Estático,
Patético como sempre,
Esperando o primeiro passo.
Na esperança,
De me unir,
À solidão desse olhar.
Obrigado amiga,
É na profundidade do teu olhar,
Que eu todos dias,
Perco…
O meu.
Diogo Cosmo ∞
C…, Lisboa
22:21 16-03-2026
DIOGO Cosmo ♾