Poemas : 

Vento de outono

 
 
Quando tenho à minha frente uma folha em branco
Imediatamente vem à mente uma estrada e a neblina
Fico imaginando aonde iria mas para ser bem franco
Prefiro esperar e deixar que a canção abra sua cortina

E do outro lado da neblina tudo se revela tão intenso
Com o tempo a gente aprende a controlar seja a dor
Seja a euforia a caminhar por entre todo aquele imenso
Campo que antes trazia medo e agora é repleto de sabor

Mesmo que por vezes seja amargo...

Há aqueles que simplesmente vivem aquele momento
Outros no entanto trazem de lá lembranças em formato
De versos um lirismo que os acompanha como o vento
De outono golpeando seus corpos recriando seu retrato

Um caminho solitário ainda que repleto de andarilhos
Infinitas teias que algumas vezes se tocam por engano
E que precisam seguir seus passos sobre esses ladrilhos
Tendo a consciência de que não se pode atar os planos

Deus traga de volta os que se perdem na neblina
Carlos Correa


 
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Correa
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