Tenho uma tristeza que acinzenta a primavera.
Tenho um pedaço em falta, que não volta.
Tenho mil palavras vãs que ninguém atende.
Estou rodeado de pontes inacabadas e portas confusas.
Tenho um rio que não pára, erodindo as areias do tempo. Frágeis e curtas.
Tenho a vida que vale a pena.
Feridas por coser, e beijos por dar.
Mas a quem pertence esta história, quem é o mestre sabedor?
Não sei. Não eu.
Novo começo, novo ciclo.
Quem me trouxe, me guiará.