Poemas : 

Quase osso

 
não conto mais o tempo
há um deslocamento
lento quase sem ruído

o corpo muda de margem
sem aviso

o sangue hesita
ainda cumpre
mas sem a mesma fé

isso
não responde

às vezes penso
que fui deixada aqui
por uma mulher de antes

uma que ardia sem medida

outra
permanece

retiram de mim o excesso
e fica
um osso

um resto
em estado de quase

não nomeio

porque nome dado
apodrece

dentro

morre

e

nasce

com fome

 
Autor
Aline Lima
 
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