| Enviado por | Tópico |
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| Rogério Beça | Publicado: 17/11/2025 10:17 Atualizado: 17/11/2025 10:17 |
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Em todo o poema há metáforas muito bem conseguidas.
Gosto como nos primeiros versos haja a alusão aos sentidos. O olfato é, sem dúvida, um dos primordiais e que associamos facilmente à memória. A terra pode ter vários cheiros. A segunda estrofe, é muito bela, com símbolos de fragilidade bem conseguidos. Tem graça haver algo que "acende velas por susto". Sempre pensei no susto como algo repentino, súbito, rápido, como uma brisa ou um vento. Mais depressa colocaria a apagar. A última tem também a sua preciosidade. Quando "as paredes, então, aprenderam o céu", diria que o objectivo foi concretizado. Gostei. Favoritei. Obrigado pela leitura. |
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| Enviado por | Tópico |
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| Benjamin Pó | Publicado: 21/11/2025 18:34 Atualizado: 21/11/2025 18:34 |
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"Guardei-me em casas sem telhado, onde o tempo entra de lado e a memória acende velas por susto." Gostei especialmente destes versos, que descrevem bem essa arquitetura frágil feita de memória e de ausência. |
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